![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
PESQUISA II Professor defende melhor uso do lixo O Recife produz por dia cerca de 2.300 toneladas de lixo. Isso representa um gasto mensal com empresas de coleta de lixo e varrição de rua na ordem de R$ 3.300 milhões, o que torna a atividade um filão de primeira linha para o setor privado. Apesar de ser favorável à terceirização do serviço, o professor de engenharia da UFPE, Mariano Aragão, defende que a prefeitura deveria incentivar a reciclagem e a coleta seletiva do lixo. O problema é que essa é uma prática que não interessa às grandes empresas, afirma. Ele sugere que seja criado um programa piloto de reciclagem em algum bairro do Recife. Se a experiência fosse bem sucedida, tanto na questão operacional quanto econômica, poderia ser estendida para outras áreas, propõe. Integrante do Grupo de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos da UFPE, Mariano Aragão chama atenção para outro ponto: a melhor utilização do lixo orgânico do Recife. Ele cita como exemplo o material produzido pela podação das árvores. No Aterro da Muribeca, que recebe a maior parte do lixo do Recife, poderia ter uma área à parte onde esse material poderia ser transformado em adubo. Na avaliação do professor, o item mais desassistido na questão do saneamento é a drenagem. Não há como cobrar da população a manutenção dos canais porque não chega a ser um serviço. Por isso, os investimentos nessa área terminam sendo muito pequenos. Outro problema, segundo Aragão, é que, em geral, a limpeza dos canais costuma ser feita no inverno, quando os alagamentos provocam o caos na cidade. Essa manutenção tem ser ser realizada no verão, logo após o fim das chuvas, explica. |
|