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MISSÕES III Cidade foi cenário do levante tenentista liderado por Prestes A contribuição de Santo Ângelo à história brasileira não se resume ao legado missioneiro. A cidade também foi palco do movimento político tenentista que eclodiu na maior marcha revolucionária do País, sob o comando do imortal Luiz Carlos Prestes, e começa a tirar proveito desse episódio. Uma prova disso está na inauguração, em 1996, do primeiro museu do País em memória do Cavaleiro da Esperança, hoje um dos pontos turísticos mais visitados do município. O Memorial Coluna Prestes, instalado num simpático prédio secular onde funcionava a estação ferroviária local, reconstitui detalhes da famosa marcha pelas terras gaúchas. O local não poderia ser mais adequado, porque foi ali que o capitão Prestes, junto com aliados, deu início aos primeiros motins contra o governo do então presidente Arthur da Silva Bernardes. As instalações do museu são simples, mas o acervo tem grande valor histórico, incluindo documentos, mapas e velhas fotografias que retratam com realismo o dia-a-dia da Coluna Prestes, que percorreu, em dois anos e três meses, cerca de 25 mil quilômetros em 17 estados da federação. Objetos pessoais de ex-combatentes, como também de Prestes, doados pelas respectivas famílias, compõem a exposição permanente. Um outro monumento, instalado numa das entradas de Santo Ângelo, mantém vivo o espírito revolucionário que o Cavaleiro da Esperança disseminou pelos confins do interior gaúcho, em 1925. A Coluna Prestes é uma escultura em concreto armado, com 15 metros de altura, e chama a atenção de quem passa pela Avenida Ipiranga por conta de sua imponência. De autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, a obra é a primeira realização do arquiteto no Rio Grande do Sul e simboliza o apreço dos santo-angelenses pelo famoso revolucionário, mesmo com atraso de algumas décadas. |
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