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HOTELARIA Tudo o que você pode querer numa suíte por Fabiana Moraes Suíte presidencial é o máximo de luxo de um hotel. Poderosas, elas abrigam de altos executivos a estrelas do cinema e da música, passando por primeiros-ministros e presidentes. Preços salgadíssimos, serviços impecáveis, mimos em excesso... Tudo para justificar cada centavo empregado. O termo suíte presidencial, aliás, vem sendo substituído em alguns hotéis. Hoje, fala-se em suíte Madison, Penthouse, King, Super, Golden. Cada um inventa sua própria terminologia e a anuncia como a sétima maravilha do mundo. Em alguns casos, não deixa mesmo de ser. No resort Blue Tree Park Cabo de Santo Agostinho, mamute turístico com 300 apartamentos, a suíte (aqui, com o nome presidencial mesmo), possui 172.78 metros quadrados ou seja, nela caberiam dois apartamentos de dois quartos cada um, e ainda sobraria lugar. O espaço abriga sala de jantar, copa, sala íntima, closet, suíte, sala de estar, banheiro (com uma Jacuzzi, é claro) e três varandas. A estrutura colocada à disposição do hóspede não fica devendo quase nada à de um hotel voltado para executivos, apesar de se tratar de um resort praieiro. O quarto, assim como os demais, possui três aparelhos telefônicos, TV a cabo e conexão para fax e computador. São oferecidos, ainda, serviços de aluguel de carro comum, de limousine e, até, de helicóptero. A suíte presidencial, porém, guarda caprichos próprios, a exemplo de um telão de 54 polegadas e diversas obras de artistas como Margot Monteiro, Jean Mark Pigot e Sérgio Steban, além das cerâmicas de Betty Gatis. Tudo bastante regional, como pede o projeto assinado pelo arquiteto José Goiana Leal. Por tudo isso, o visitante paga a bagatela de R$ 2.117, por dia, valor que inclui café da manhã e jantar. Uma das habitués do superquarto é a apresentadora Hebe Camargo, além de empresários, presidentes de multinacionais e embaixadores. São pessoas de alto poder aquisitivo. Na maioria das vezes, hóspedes incógnitos, sempre acompanhados por seus seguranças, diz a gerente de comunicação do Blue Tree Park, Simone Carvalho. Os seguranças, aliás, podem se hospedar no quarto de comunicação anexo à suíte. Básico. CHARME No Sheraton Petribu Hotel, em Piedade, o luxo não é reservado apenas para estrelas platinadas e executivos engravatados. Segundo a relações públicas da casa, Mônica Amante, a suíte dourada do Sheraton é regularmente reservada para casais que decidem passar o final de semana fora de casa. Detalhe: alguns deles moram a cerca de meia hora do local. São pessoas que vivem em Casa Forte, por exemplo, mas decidem relaxar se hospedando aqui, revela Mônica. O charme do quarto fica por conta de peças como um antigo espelho francês e dos caríssimos cristais Baccarat, aliados aos quadros de autores regionais, como Maria Carmem e José Cláudio, além dos anjos de José Nicola. Os felizes e endinheirados hóspedes contam, ainda, com um finíssimo mordomo, que atende prontamente aos chamados do dear guest. Tem mais: no serviço de abertura de cama, o turndown, são colocados chocolates sobre os travesseiros e, ao lado da cama, taças de licor. Pela manhã, o serviço despertar foge àquele burocrático telefonema: o hóspede é acordado com sucos e chás na cama, junto com os jornais do dia. No balcão, cada diária fica em torno de R$ 1.800. Caso seja feita reserva, o valor sai mais em conta, podendo chegar até R$ 850. Falando em preços, é bom ficar atento aos valores de alguns itens do frigobar. A Coca-cola sai por R$ 2. A garrafa de Moet et Chandon custa R$ 450. DÓLARES PARA O MAR No mítico Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, não existe a tal suíte presidencial. Todas elas são Penthouses, que é para não diferenciar um hóspede do outro. Mas a verdade é que há uma grande distância entre aqueles que habitam, por exemplo, o quinto e o sexto andar (a cobiçada cobertura) do antigo edifício. Para se ter idéia do tamanho das suítes da cobertura em relação ao andar de baixo, basta contar o número de apartamentos: no quinto, cabem 23 apartamentos. No sexto, são apenas sete. O preço, é claro, acompanha a discrepância: para se instalar no último piso do Copa, é necessário desembolsar, por dia, U$S 1.350 (cerca de R$ 2.400), mais taxas de U$$ 2 (cerca de R$ 3,60), destinados ao Rio Convention & Bureau, além de um acréscimo de 5% referente ao ISS. No quinto andar, a diária sai por U$S 770 (aproximadamente R$ 1.390), em apartamento com vista para o mar. Esse cenário, aliás, é o responsável por boa parte dos dólares a mais na conta dos hóspedes. Quem não faz questão de ficar de cara para a praia de Copacabana (uma heresia para aquele que é turista até a medula) paga, em média, U$$ 30 (algo em torno de R$ 54) a menos. Só que precisa acordar olhando para a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, local onde a decadência faz sombra há algum tempo. PARA POUCOS Já o Renaissance, em São Paulo, tido, atualmente, como um dos melhores hotéis brasileiros, investe na linha meu hóspede, meu rei. Quem se dispõe a pagar R$ 11.820 por cada dia de estadia na suíte presidencial é recebido com um buquê de flores, uma cesta de frutas e um sofisticado kit de banho. O quarto tem 309 metros quadrados, onde cabem, com muita folga, uma chiquérrima sala de jantar, sala de massagem, terraço com uma Jacuzzi, dois closets, cozinha e lavabo, além de banheira de hidromassagem e sauna. Muito conforto e luxo, regalias muitas vezes deixadas para trás porque, simplesmente, o dear guest não tem tempo de aproveitar todos os mimos. Vários hotéis
disponibilizam, através de suas homepages, passeios
virtuais para quem deseja conhecer detalhes dos quartos e
demais cômodos. Confira:
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