Das 14 vítimas da colisão em Escada, quatro são parentes. Eles retornavam para Ribeirão, na caminhonete, após passar o fim de semana na capital
São da mesma família quatro dos 14 passageiros que morreram num dos mais trágicos acidentes já ocorridos no Estado, quando um caminhão Ford colidiu com uma caminhonete Custom, no final da tarde de segunda-feira, na BR-101 Sul, em Escada, na Mata Sul de Pernambuco. O garoto Jefferson Rafael Sales de Lima, de 3 anos; sua mãe, Paula Adriana Sales de Lima, 27; a tia dela, Zélia Maria da Silva, 82; e o neto de Zélia, João Cláudio do Nascimento, 18, tinham vindo passar o final de semana na capital e retornavam para casa quando houve a colisão entre os dois veículos. Naturais de Ribeirão, a 81 quilômetros da capital, os quatro foram velados ontem, na cidade, num clima de grande comoção.
O filho de Zélia, Antônio Joaquim do Nascimento, 23, que também estava na caminhonete e teve traumatismo craniano, permanecia internado sem risco de vida no Hospital da Restauração. Das 14 vítimas do acidente, apenas nove foram reconhecidas. Cinco corpos, entre eles o de uma criança com idade estimada em 12 anos, continuavam sem identificação no Instituto de Medicina Legal (IML) até ontem à noite.
O garoto Jefferson Rafael ainda foi socorrido com vida para o Hospital Municipal de Escada, mas faleceu momentos depois de chegar à unidade. O grupo tinha vindo ao Recife para a formatura do ABC de uma sobrinha de Paula Adriana, que reside no bairro da Macaxeira, Zona Norte da capital. Durante toda a manhã de ontem, os familiares de Antônio Joaquim o procuraram nos hospitais e no IML. Por volta das 11h é que ele foi encontrado no HR, identificado com o nome de José Paulo da Silva. “Uma irmã dele foi para lá e confirmou se tratar de Antônio. Ela disse que quando ele a viu, começou a se debater para chegar junto dela, numa demonstração de felicidade. Graças a Deus ele estava vivo”, contou a dona de casa Nilda Santos Cavalcanti, vizinha da família.
Os documentos dos quatro parentes desapareceram depois do acidente, o que atrasou a liberação dos corpos no IML. Eles foram levados para Ribeirão somente no final da tarde. Hoje, devem ser enterrados no cemitério do município.