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DESABAMENTO DE EDIFÍCIOS
Laudo recomenda reforma urgente de prédio em risco

Dos 502 edifícios incluídos no relatório, 52 correm risco de desmoronamento. Os síndicos desses imóveis estão sendo avisados dos problemas de cada prédio para que as providências sejam tomadas. Estudo foi divulgado ontem

Os síndicos de 52 prédios localizados nos bairros de Jardim Fragoso, Jardim Atlântico, Casa Caiada, Bairro Novo e Bultrins, em Olinda, começaram a receber ontem um comunicado da Prefeitura Municipal de Olinda informando a necessidade urgente de promover reformas e a conservação dos edifícios. A correspondência apresenta um diagnóstico de cada caso e pede que os proprietários tomem providências.

A orientação é resultado de um estudo realizado por técnicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 502 edifícios. Desse total, 52 foram enquadrados em situação de risco, 161 precisam de manutenção, 262 estão em bom estado e 27 não foram vistoriados porque os proprietários não permitiram a entrada dos técnicos.

O secretário de Planejamento, Maurício Chaves, disse que os prédios em que foi verificado o risco de desmoronamento apresentam desgastes na base do “caixão”, provavelmente provocados por sais (nitratos). “Não significa dizer que os moradores têm que se mudar imediatamente, mas eles devem procurar as empresas construtoras para iniciar os reparos”, disse. Ele lembrou que ao encomendar o estudo, a Prefeitura de Olinda cumpriu o seu papel como órgão público, cabendo agora aos proprietários dos imóveis arcar com as reformas.

O presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade), professor Alfredo Soares, disse que além dos sais presentes no solo da região, três outros tipos de problemas foram detectados: os de ordem estrutural, o uso de material inadequado pelas construtoras e reformas sem orientação técnica, realizada pelos moradores.

“Boa parte desses edifícios tem os alicerces permanentemente alagados, alguns até com esgotos na base. É claro que isso gera um desgaste. Há também casos em que as construtoras usam tijolos inapropriados ou deixam de fazer o aterramento do “caixão”, numa economia que não vale a pena. Por ignorância ou qualquer outro motivo, os moradores também terminam contribuindo para o comprometimento do prédio quando, por exemplo, retiram paredes e abrem buracos para ar-condicionado”, comentou.

ALERTA – Para evitar a desvalorização dos imóveis com problemas mais sérios, a Prefeitura de Olinda não divulgou a lista com os 52 edifícios em situação de risco. Maurício Chaves informou que todos têm condições de recuperação. “Nós fizemos o alerta e esperamos que os donos dos apartamentos se unam para resolver o problema. Nenhum dos prédios está condenado, mas eles precisam de reparos urgentes”, ressaltou o secretário.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.12.2000
Quarta-feira