LG_jc.gif (3670 bytes) CB_brasil.gif (6025 bytes)
MP_brasil.gif (5256 bytes)
POLÍCIA
Extorsão em Boa Viagem dá cadeia

O segurança e o porteiro do Boulevard Poison ameaçavam de morte um empresário mas a Polícia desmanchou toda a trama

O Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil prendeu em flagrante ontem pela manhã, o porteiro Maurício José da Silva, 25 anos, e o segurança Evandro Correia de Araújo, 33, por ameaça e extorsão. Desde a última quinta-feira, os dois vinham ameaçando de morte um empresário que mora no edifício Boulevard Poison, localizado em Boa Viagem e onde Maurício trabalha. A dupla enviou uma carta e deu vários telefonemas exigindo R$ 10 mil para não matar o empresário e seus familiares, mas acabaram sendo presos na hora do pagamento.

De acordo com o delegado Aníbal Moura, o porteiro se aproveitou da proximidade com a família para dar detalhes sobre a vida do empresário e forçar o pagamento da extorsão. Ontem pela manhã, o GOE montou uma campana e conseguiu prender Maurício José da Silva ainda com os R$ 10 mil. Ele confessou o crime e entregou o cúmplice. Toda a vizinhança do prédio foi cercada por policiais à paisana para impedir que a pessoa responsável pelo recebimento do dinheiro conseguisse escapar.

“Os dois instruíram a vítima a descer com o dinheiro e deixar na portaria. Nós já estávamos esperando, e como não apareceu ninguém para pegar o pagamento fomos até a guarita do prédio. O porteiro disse que já tinha entregado a quantia, mas quando o revistamos, encontramos os R$ 10 mil escondidos dentro do sapato dele”, afirmou o delegado. Ao ver que não tinha como negar o crime, o porteiro disse que elaborou o plano juntamente com o segurança Evandro Correia de Araújo, que trabalha como vigilante na mesma rua.

Ainda abalado pelos maus momentos que passou, sendo ameaçado por um funcionário do prédio onde mora, o empresário, que preferiu não se identificar, disse que nunca esperava que a extorsão partisse do porteiro. O rapaz trabalhava no local há oito meses e é filho de um jardineiro contratado pelo condomínio há mais de dez anos. “Essa história causou um grande trauma em toda a minha família. Agora que tudo acabou, espero que a Polícia cuide do caso. Vou tirar férias e passar um bom tempo longe para tentar esquecer”, declarou a vítima.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 20.12.2000
Quarta-feira