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CONSUMO
As moedas que só existem na Web

POR BRUNA CABRAL

bruna@jc.com.br

Primeiro vieram os banners. Depois, o e-commerce. Agora, se inicia uma nova era no ciberespaço: a do dinheiro virtual. De financiamentos a cartões de crédito e de débito, todas as formas de transação comercial utilizadas no mundo real já foram adaptadas para a Web. Mas a ‘conversão’ do Real para o ciberespaço está só no começo. Os bancos e instituições financeiras garantem que ainda há muito por vir.

A principal tendência das ‘ciberfinanças’ são os cartões virtuais. Só nos últimos dois meses, pelo menos três novas opções foram disponibilizadas. A mais recente é o iGFinance e-card Master Card, lançamento do iG Finances e do Unibanco. Todas as transações são efetuadas online. “Depois do cadastro na página do iG Finance, o internauta faz o download de uma Carta Eletrônica, em que estão armazenados todos os seus dados e a senha do cartão”, explica o diretor de Produtos do iG Finance, Fernando Barroso do Amaral. “Depois disso, é só fornecer essa senha sempre que for efetuar uma compra”.

Como as comparações são inevitáveis, Fernando Barroso garante que a versão hi-tech do cartão de crédito tem pelo menos dois grandes diferenciais em relação à tradicional: praticidade e segurança. “Ao final de cada dia, o internauta recebe um e-mail com todas as compras que efetuou. Assim, não precisa esperar pela emissão da fatura para detectar algum erro”, afirma. O melhor é que no caso de alguma cobrança indevida, o Unibanco assume o ônus.

O Itaú também lançou um cartão virtual, o Itaú Net Mastercard. Assim como o iG Finance, o banco envia e-mails diários para os usuários do produto, informando as transações realizadas com o produto e ainda lembrando a data de vencimento da fatura. Outras vantagens do cartão são o sistema de crédito pré-aprovado, prazo de até 30 dias para pagar, financiamento de despesas e parcelamento de compras, sejam nacionais ou internacionais. O cartão pode ser adquirido tanto pela Web quanto nas agências do Itaú. No primeiro caso, o usuário recebe imediatamente o número do e-card e fica apto a fazer suas compras, assim que desbloquear o cartão, através do Bankline.

Outra empresa que adaptou seus serviços para a Internet foi a Visa. Agora, todos os usuários de cartões de crédito tradicionais que levam essa marca podem ‘clonar’ seus cartões para efetuar compras online. Não, não se trata de fraude. A Visanet está oferecendo aos usuários a possibilidade de cadastrar uma senha própria para a Web, que substitui o número de cartão dos formulários de compra de produtos pela Rede. Assim, o número do cartão fica preservado.

O pioneiro entre os cartões virtuais foi o e-card do Unibanco. Para usufruir do cartão, o internauta precisa preencher um cadastro disponível na homepage do banco. Depois ele recebe em casa o número de seu cartão, faz o download de sua carteira eletrônica, que armazena seus dados e já pode começar a comprar. O Unibanco oferece ainda o serviço Cartão Eletrônico, através do qual o usuários pode, com alguns cliques, consultar extratos, limite de compras e solicitar novos cartões. A segurança também é um ponto forte do precursor dos e-cards: além de ressarcir os internautas em casos de ‘roubo’ de senhas, o Unibanco envia e-mails de confirmação sempre que uma compra é feita, em que aparecem o valor gasto e até o nome da loja.

As incursões do Unibanco no ciberespaço não se limitam, no entanto, ao e-card. O Banco1, única instituição bancária totalmente virtual do Brasil, é criação do Unibanco. O site oferece os mais diversos serviços aos usuários, desde os tradicionais cartões de crédito (virtuais e não virtuais), seguros e contas correntes, até consultorias e, o que é melhor, um gerente disponível 24h para esclarecer dúvidas, tanto por e-mail quanto por telefone.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.12.2000
Quarta-feira