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Natal de R$ 160 bilhões Pois é, os números de novembro divulgados, ontem, pelo Banco Central não deixam dúvidas: apesar da choradeira do varejo, o brasileiro vai fechar o último trimestre do ano com mais R$ 160 bilhões em empréstimos. Na verdade, os empréstimos bancários concedidos a pessoas físicas aumentaram 3,2% em novembro, comparando-se a outubro, passando de R$ 55,8 bilhões para R$ 57,6 bilhões. E como neste mês ninguém acredita que seja menor que isso, o que significa dizer que fechamos o ano com, pelo menos, R$ 160 bilhões no último e mais animado período do ano. Haja fiado, papagaio bancário e cheque especial. Todo mundo rolando o que pode. Mas apesar desses números, o fato é que as pessoas estão efetivamente indo mais aos bancos à procura de dinheiro. No geral, todos os números do setor na área de empréstimo pessoal são positivos. Pelos números do BC, hoje no Brasil inteiro, as pessoas já tomam emprestado alguma coisa perto de R$ 300 bilhões, aí incluído tudo. Do dinheiro no cheque especial ao financiamento do carro novo. Da financeira no crédito pessoal ao crédito direto ao consumidor na loja. Na verdade, um crescimento constante nas operações de crédito ao consumidor reflete, ainda que pouco, numa queda das taxas de juros e numa melhoria na oferta de crédito. O que pouca gente tem prestado atenção é que mesmo que as taxas estejam nas alturas, o fato é que a oferta de crédito aumentou significativamente. A taxa está alta, mas a oferta é tranqüila. Qualquer pessoa que ande pelas ruas do centro das grandes cidades vai esbarrar em novas lojas de financeiras, ligadas ou não, aos grandes conglomerados financeiros, oferecendo dinheiro fácil. Da mesma forma que quem está indo às compras, está sentindo que todas as redes de lojas ou financeiras que trabalham no CDC estão oferecendo prazos maiores. Esse talvez seja o grande diferencial deste Natal. A guerra das empresas financeiras em oferecer crédito e prazo maior. Tão firme que o segmento de cartões de crédito também entrou de cabeça da disputa pelo fiado e entendeu de oferecer crédito parcelado em até dez vezes. O ruim dessa operação é que o dono do cartão compromete logo todo o saldo do cartão numa única operação e fica sem poder de compra noutra loja. Mas, e daí? Do jeito que eles estão oferecendo cartão por aí, o sujeito faz outro cartão, noutra bandeira e continua comprando. Depois ele ver como é que paga. Não reeleito não aparece para receber verba O prefeito de Santa Maria da Boa Vista, Leandro Rodrigues Duarte, assinou convênio ontem com a Caixa Econômica, garantindo ao sucessor o recebimento de verbas de programas como Pronaf, Prodesa e Morar Melhor, além dos restos do OGU de 2000. Até aí nada demais, o curioso é que o prefeito foi o único não reeleito que fez isso até agora. Do total disponibilizado (R$ 50 milhões), 30% podem voltar por falta de vontade política dos prefeitos de, ao menos, ir assinar os documentos. Turismo regional 1 A indústria turística regional é tema da próxima edição de Cadernos do Nordeste, que circula nesta sexta-feira no Jornal do Commercio e demais veículos do pool de jornais da Região. Nos últimos dois anos, o segmento cresceu 30% no Nordeste e gerou uma receita de R$ 13,6 bilhões. Turismo regional 2 Este ano, 12,7 milhões de visitantes devem passear pelos Estados nordestinos. Cálculos da Embratur indicam que eles vão deixar R$ 7,2 bilhões. A edição, que levanta os principais investimentos feitos pelo segmento, também reúne sugestões de roteiros para as férias de janeiro. Transnordestina Amanhã, em Brasília, tem nova reunião do grupo de trabalho da ferrovia Transnordestina com a Companhia Ferroviária do Nordeste, do Governo do Estado e da Sudene. Mais uma vez vão tentar discutir alternativas de solução para interligar a malha ferroviária norte e sul no trecho recentemente destruído pelas chuvas no Estado de Alagoas e as possibilidades de o projeto sair do papel. Será? Queijo do reino Está das mais interessantes a guerra pelo mercado de queijo do reino no Nordeste onde Jong e Pampulha disputam o nicho. O Pampulha agora vem protegido por embalagem plástica a vácuo garantindo mais higiene. O Jong se considera o substituto natural do Borboleta, mas o Pampula quer repetir a performance do ano passado quando chegou perto de 50% do mercado. Bandepe lidera demissões no setor bancário Pelas contas do Sindicato dos Bancários, o setor perdeu, este ano, 456 postos de trabalho. O Grupo ABN/Real/Bandepe demitiu 215 pessoas. O Grupo Banorte/Bandeirantes/Unibanco, 50. Bradesco, BB e BBVA vêm a seguir. Portugueses, argentinos e italianos em Porto Grupos da Itália, Argentina e Portugal asseguram a ocupação do resort Summerville Beach que está sendo inaugurado pelo Grupo Pontes em Muro Alto. Em maio, chegam os ingleses, através de, pelo menos, oito operadoras. E o Alvarenga, hein? Como será que volta para o Ranchinho? Está certo que o Mercury é um supernavio com 256 metros e um calado de 8 metros, mas não dá para esconder a decepção de inaugurar o Terminal de Passageiros Marítimos do Recife sem navio. A imagem dele sem um barco ao fundo é um desafio a todos os nossos administradores para trabalhar pela dragagem do porto do Recife. Aproveitando o crescimento do volume de negócios naquele centro comercial, a Caoa Imbiribeira escolheu o Boa Viagem Outlet para exibir o novo carro da Ford, o Focus. As crianças vão ficar desapontadas mas a Lego Systems, Inc (LSI) anunciou, ontem, o fechamento de fábricas no Brasil, Argentina e Chile por conta da baixa performance de seus brinquedos nos três países. A Lego é aquela fábrica de brinquedo que vira brinquedo e não prejuízo. Coisas do Brasil: o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, disse que, a partir de abril, os bancos terão que informar mensalmente os juros cobrados no cheque especial aos clientes. Ué, e por acaso não era para isso já estar acontecendo no informe mensal do extrato consolidado? A Souza Cruz está desmontando a estrutura de lobby que mantinha em Brasília, para trabalhar pelo setor de cigarros. |
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