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CÂMARA DO RECIFE
Racha no PMDB preocupa Aliança

A bancada que dá sustentação ao prefeito Roberto Magalhães (PFL) está a ponto de ‘implodir’. Ninguém se entende no grupo, principalmente os peemedebistas, que estão divididos na disputa pela Presidência da Câmara. De um lado está o José Neves (PMDB), e do outro o decano Liberato Costa Júnior (PMDB). Ambos não arredam o pé e insistem em ser presidente da Casa. Situação difícil é a do secretário de Habitação da Prefeitura, Augusto Coutinho (PFL), que tem a missão de aparar as arestas e unir o bloco em torno de um nome.

Diante do impasse, Coutinho diz que ainda não encontrou uma alternativa para resolver o problema, dificultando o sucesso de sua missão, que é a de derrotar o petista Dilson Peixoto, mais um que briga pelo comando da Câmara. Entretanto, o pefelista acredita que a aliança chegará a um acordo até o dia da eleição, 1º de janeiro. A proposta dos ‘caciques’ da aliança é que haja uma prévia dos dois candidatos peemedebista. José Neves só participa se for com todos os partidos da bancada. Liberato, entretanto, diz que a prévia tem que acontecer no PMDB – ele tem maioria –, alegando que o cargo é do PMDB e o nome tem que sair do partido.

“É ruim a divisão. Mas temos tempo para amadurecer e negociar. Para a Aliança, não interessa qual seja o nome. O que importa é garantir a presidência. Acho que o bom senso vai imperar. Não sei como, mas vamos encontrar uma alternativa”, acredita Coutinho, acrescentando que irá levar o problema, mais uma vez, para o âmbito do Palácio das Princesas, Prefeitura e para os presidentes do PFL e PMDB, André de Paula e Dorany Sampaio, respectivamente.

ACORDO – O vereador Dilson Peixoto, por sua vez, garantiu ontem ter alcançado a maioria de 22 parlamentares, o suficiente para garantir a sua eleição para a Presidência da Câmara. Dilson revelou ter obtido o apoio da bancada do PPB (vereadores João Antônio, Francismar Pontes e Rogério de Luca), após reunião, na manhã de ontem, quando os vereadores fecharam o compromisso de integrar a chapa presidida pelo petista.

Pelo acordo firmado, caberá ao PPB a 1ª vice-presidência da Câmara. O PPB, no entanto, vai se colocar de maneira independente, em relação à Prefeitura. “Eles não participarão da base de apoio do prefeito João Paulo. A bancada do PPB se propõe a analisar e votar os projetos, a favor ou contra”, esclareceu Dilson. O petista espera novas adesões, inclusive dentro do PMDB, PFL e PSDB, até sexta-feira, quando anunciará a chapa.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.12.2000
Quarta-feira