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PORTO DE GALINHAS
O VERÃO ACONTECE AQUI

Confira as novidades de Porto de Galinhas, a praia mais badalada de Pernambuco. Do resort cinco estrelas aos projetos ecológicos, o balneário recebe novos investimentos e aumenta seu poder de fogo. Neste verão, os europeus prometem invadir as areias brancas da praia

por FABIANA MORAES

Não existe clichê mais delicioso do que a tríade mar azul, coqueiral e uma faixa de areia branca. Mas, convenhamos, nem todo mar ou areia branca se encaixam nos padrões da praia de Porto de Galinhas e suas vizinhas Muro Alto, Cupe e Maracaípe. Aqui, dá pra comer um peixe frito num pontal de areia situado entre o mar, o rio e o manguezal. Nadar numa piscina natural com 2,5 metros de extensão. Degustar desde um saboroso e frugal caldinho até um sofisticado crepe, passando por massas italianas, shushis ou mesmo tacos mexicanos. Catar caju à beira da estrada que leva até a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida como Igreja do Outeiro. De quebra, apreciar o pôr-do-sol e a bela paisagem local lá de cima do morro onde a igrejinha foi construída. Se hospedar numa simpática pousada à beira-mar ou mesmo, dependendo de sua saúde financeira, no novo resort do Estado, o cinco estrelas Summerville de Muro Alto, que vai ser inaugurado na próxima semana. Dotada de uma invejável estrutura de lazer, a área é, inegavelmente, uma das mais charmosas do Litoral Sul de Pernambuco. É possível conhecer a área num passeio a cavalo, de ultraleve, canoa, bugre. Se embrenhar no manguezal ou nos resquícios de Mata Atlântica com os guias da região. De barco a motor, cruzar mar e rio para chega até a Ilha de Santo Aleixo, já em Serrambi (curiosidade: a ilha pode ser alugada. A diária custa R$ 2.500). A oferta de opções de diversão, no entanto, é proporcional à falta de alguns serviços básicos, como um serviço de esgoto competente e o disciplinamento do enorme fluxo de carros particulares que lotam as ruas estreitas de Porto. A agressão ambiental é outro problema que precisa ser urgentemente resolvido : a presença de dezenas de bugres junto ao mar e a utilização dos corais como suporte para o comércio ambulante causa impactos talvez irreversíveis ao balneário. O governo local afirma estar tomando as devidas providências, e mostra alguns dos projetos desenhados para sanar os problemas, como a proibição, ainda que temporária, do tráfego de carros pela praia.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.12.2000
Quinta-feira