SÃO PAULO – A Honda começou a distribuir na semana passada, aos 51 revendedores da marca em todo o País, a nova versão do Civic, que foi totalmente reestilizado e que está sendo lançado mundialmente. É a sétima geração do modelo, que será vendido no mercado brasileiro a preços que variam de R$ 34,2 mil a R$ 47,3 mil, ou 2,47% maior que a versão anterior.
“Para iniciar a produção do novo modelo, a Honda investiu US$ 80 milhões na fábrica de Sumaré, no interior de São Paulo”, informou o diretor-comercial da montadora, Kazuo Nozawa.
A previsão é de vender mil veículos em dezembro e, no próximo ano, 25 mil. Cerca de 1,5 mil unidades deverão ser exportadas para os países do Mercosul. Neste ano, as vendas do Civic devem somar perto de 19.500 unidades.
Entre as principais alterações no modelo, além do design, estão a ampliação do espaço do porta-malas e a redução do tamanho do carro, que externamente ficou 15 milímetros menor.
Uma mudança inédita em automóveis tipo sedã, segundo a Honda, é o assoalho plano na parte traseira. Normalmente os carros têm uma espécie de túnel, por onde passa o cardã, que atrapalha a comodidade de um terceiro passageiro que viaja no banco traseiro. O motor que é importado do Japão também é mais potente, passou de 1.6 para 1.7 litro.
MERCADO – No segmento de sedãs, o Civic disputa mercado com o Marea (Fiat), o Vectra (General Motors), o Santana (Volkswagen) e o Corolla (Toyota). Segundo a Honda, o carro têm 20% de participação nas vendas. No mercado total, a montadora representa 1,5% dos negócios, mas espera ampliar esse índice no próximo ano.
O novo Civic foi lançado no Japão e nos Estados Unidos em setembro e, até o fim do ano, chegará a 140 países. No Brasil estará inicialmente disponível em cinco cores, nas versões com câmbio manual e automático. Em janeiro, serão acrescentadas mais três opções de cores.