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MENOR Funcionários da Fundac temem a presença de adolescentes infratores Os funcionários da sede da Fundação de Amparo à Criança e ao Adolescente (Fundac) estão dividindo, há 15 dias, o local de trabalho com 48 menores infratores que aguardam sentença. Para os servidores, o local não oferece a segurança necessária e eles estariam correndo risco. Os adolescentes foram alojados na sede da Fundac depois das duas últimas rebeliões, que acabaram decretando o fechamento do Complexo de Paratibe. Os menores foram acomodados no auditório da Fundac e passam o dia realizando atividades na quadra de esportes e em uma sala de aula. De acordo com o diretor da Fundac, Ivan Porto, as condições do local onde estão os menores não são ideais, mas são melhores do que as de Paratibe. Porto acrescenta que a área ocupada pelos adolescentes (quadra e auditório) fica isolada do restante da sede e que os menores estão sendo acompanhados por agentes de desenvolvimento social (ADS) e vigiados por policiais militares. Não há motivo para se temer qualquer violência dos menores que estão na sede da Fundac. Lá estão alojados aqueles que aguardam sentença da Justiça, uma população tradicionalmente pacífica, que não costuma criar problemas nas unidades. Eles sabem que, se saírem da linha, vão se prejudicar e podem pegar uma sentença mais rígida, disse Ivan Porto. O alojamento dos menores na sede da Fundac deve ganhar caráter definitivo a partir de novembro, quando os três prédios existentes no local serão adequados para receber os adolescentes. A estrutura dos edifícios já está pronta e resta apenas um reforma para abrigar os internos. O diretor da Fundac explica que a fundação está enfrentando uma situação de emergência. Com o fechamento de Paratibe, os menores infratores foram distribuídos para as unidades da Rua Fernandes Vieira, na Boa Vista, e das cidades de Caruaru e Arcoverde. |
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