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Esse jogo não é 1 a 1 Passados os primeiros 45 minutos do jogo, o time da casa está vencendo de goleada, no mínimo três a zero, e volta para a etapa final disposto apenas a deixar o tempo passar. Dessa forma, numa retranca estratégica, evita jogadas mais ousadas e procura administrar a vantagem com competência, evitando levar gols que possibilitem o empate do adversário, o que levaria a partida para a prorrogação do segundo turno. Numa comparação da política com o futebol, a cena descrita acima retrata bem o que acontece na sucessão do Recife. O time governista, bem treinado por Jarbas Vasconcelos, conhecedor profundo do campo, procura apenas manter o astral, ou seja, passar o tempo até 1º de outubro. O marasmo da campanha interessa a esse time. Que está, como se diz no futebol, fazendo cera. Cabe ao lado adversário, em situação de desvantagem no placar, a dura tarefa de reverter o quadro e levar a decisão para a prorrogação. O problema é que, com a bola rolando há algum tempo, já se aproximando dos minutos finais, os jogadores da oposição não demonstram habilidade técnica e força ofensiva suficientes para dobrar a dura defesa dos governistas. A partida, como já foi dito, caminha para o fim. Resta ver se o time que perde conseguirá mudar o jogo e surpreender nos minutos finais. Para isso, precisa de mais competência. Perseguido pela mídia Figurão simpático e boa praça , o juiz da propaganda eleitoral do Recife, Bartolomeu Bueno, acha que sua sina é ser perseguido pela mídia. É que ele foi juiz de Exu na época braba da cidade; coordenou a eleição de Palmares na histórica disputa Gaguinho x Chiquinho e apurou a eleição em Petrolina no ano que os Coelho racharam, sem contar sua passagem na Vara de Infância. Hoje, é chamado de o xerife das eleições. Na chuva Depois de fazer um comício debaixo de chuva, sexta-feira, no Alto José do Pinho, Roberto Magalhães (PFL) foi praticamente empurrado pelo candidato a vereador Chico de Assis (PMDB) para jantar na casa de uma líder comunitária. Meio envergonhado e todo molhado, jantou em pé, para não molhar a cadeira. Tudo na busca pelo voto... Contas do PPB Pelas contas do deputado Pedro Correia, presidente do PPB, o partido vai quadruplicar em Pernambuco depois das eleições municipais. Hoje, o PPB tem apenas seis prefeitos no Estado e, segundo as previsões otimistas de Correia, deverá eleger pelo menos 26. Vamos crescer em todas as regiões, garante. Com Deus O prefeito Geraldo Pinho Alves (PDT), candidato à reeleição em Paulista, vem terminando seus comícios com um apelo ao criador. Pede que Deus continue lhe dando forças para continuar à frente da administração municipal. Pinho Alves, setentão, não poupa os adversários, principalmente Antônio Speck (PMDB). Aceno do Palácio Sábado à noite, na praça Aníbal Fernandes, centro de Paulista, quem fez comício foi o peemedebista Antônio Speck. Os secretários estaduais Carlos Eduardo Cadoca e Dorany Sampaio estiveram presentes e, nos discursos, ressaltaram o apoio de Jarbas Vasconcelos ao candidato. O governador, entretanto, não apareceu. Façam suas apostas, por favor! Virou piada. O que se diz por aí é que todo o mundo político está querendo saber, afinal, quem aparece primeiro: se JarbasVasconcelos no palanque de Jacilda Urquisa, ou se Miguel Arraes na campanha de Carlos Wilson. Oposição aproveita o clima Em Olinda, políticos de oposição aproveitam para ironizar. Dizem que Jarbas tem evitado até agora participar da campanha porque teme perder popularidade no município, se ficar ao lado da prefeita. Pura maldade. O irmão de Fred A Editoria de Política pede desculpas ao médico Celso Brandt, irmão do candidato a prefeito do Recife pelo PSN, Fred Brantd. Na edição de sábado passado, na reportagem Coligações descumprem no Guia decisão do TRE, foi citado, erradamente, que o candidato é o Celso. O pedido de desculpas é extensivo aos leitores. Fred e Wilson E por na falar na campanha do PSN, bem agressiva em relação ao prefeito-candidato Roberto Magalhães (PFL) com a engrenagem e o panelão no Guia Eleitoral , os governistas não têm dúvidas: acham que Fred Brandt está tendo uma ajudazinha do senador Carlos Wilson (PPS) na produção do Guia. Em outras palavras: os dois estariam bem sintonizados... Alguns ecos do Guia Eleitoral: no rádio, o programa do PSTU o Pé no bucho e mão na cara de FHC criou o programa policial Bandeira 16. Nele, Eduardo Jorge, Lalau, FHC e outros são chamados, de forma pejorativa, de elementos. Foi horrível. Sábado, no Guia do rádio, o vereador José Neves (PMDB) exagerou na babada. Disse que se fosse pra falar das obras de Magalhães o Guia teria que turar um ano inteiro. Um candidato a vereador pelo PDT, bem direto na mensagem de apresentação, diz logo que é o homem do sopão. É também do PDT a candidata Sandra da Peixaria. E o candidato a prefeito Vicente André Gomes (PDT) se apropriou, na maior, do slogan Forte é o povo, usado antes por João Olímpio. Liberato Costa Júnior (PMDB) explica porque decidiu entrar no Guia com um tchauzinho e o singelo Alô, Recife. Tenho oito mandatos e uma forte identificação com a cidade. O Recife me deu essa aproximação. |
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