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PESCA OCEÂNICA II
Soltar ou embarcar os pescados? Uma polêmica na Ilha

A prática da soltura dos peixes de bico, adotada por uma boa parcela dos participantes, tornou a 5ª edição do Campeonato de Pesca oceânica mais adequada aos padrões da pesca esportiva internacional. Este ano, dos 70 peixes de bico capturados, 43 foram devolvidos ao mar.

Além de haver medidas mínimas para o embarque dos peixes, entidades dirigentes costumam incentivar a soltura, independente do tamanho da presa. Esta filosofia de competição visa exclusivamente preservar a espécie.

No caso dos peixes de bico em Fernando de Noronha, tratam-se de espécies migratórias, que fazem o percurso do oceano atlântico sul, passando pelo arquipélago para se alimentar, justamente nesta época do ano. Um aspecto importante que conta a favor da soltura destas espécies é o fato de não serem adequados ao consumo, por terem a carne muito escura e desprovida de sabor.

A opção por não embarcar estes peixes desagrada sobretudo aos pescadores locais que, por tradição, sentem-se na obrigação de trazer os peixes para a terra. “A gente fica sem graça quando chega em terra e não tem o peixe para mostrar”, explica o pescador local Heleno Vicente, o ‘Déo’.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.08.2000
Segunda-feira