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TÊNIS
Guga ganha primeiro título em piso rápido

INDIANÁPOLIS – O tenista brasileiro Gustavo Kuerten provou não estar bem somente na categoria saibro e conquistou o seu primeiro título em quadras rápidas ao derrotar em 2 horas, ontem, o russo Marat Safin (4º do ranking) por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 3-6, 7-6 (7-2) e 7-6 (7-2) pelo Torneio de Indianápolis.

O brasileiro começou perdendo o primeiro set por 6-3, empatou no tie-break com 7-6 (7-2) e finalizou o terceiro set com 7-6 (7-2), também em um tie-break muito disputado. Guga aproveitou-se do nervosismo e da arrogância do tenista russo, que muito irritado, jogou a raquete diversas vezes no chão e perdeu a concentração ao discutir com alguns torcedores. O título inédito vai render a Guga US$ 115 mil e 50 pontos na Corrida dos Campeões. O vice-campeão, Safin, ficou com a premiação de US$ 60,6 mil e 35 pontos no ranking.

Com a conquista do título, Gustavo Kuerten supera os seis milhões de dólares só em prêmios ganhos nas quadras. Esta impressionante soma premia o melhor jogador brasileiro da história, em tempos em que o tênis transformou-se num esporte milionário, com cada vez mais dólares em jogo.

A cifra de US$ 6.052.041,00 acumulada com o título de Indianápolis, representa em tese 1/3 do que um tenista da categoria de Guga costuma fazer na carreira. Afinal, é comum para grandes estrelas a proporção de para cada dólar ganho na quadra, representar outros dois em contratos publicitários, garantias e bônus de patrocinadores, como raquetes e roupas.

O bicampeonato de Roland Garros, a liderança da corrida dos campeões e o segundo lugar no ranking mundial, aliado a uma personalidade carismática fazem de Guga uma das estrelas mais cotadas do tênis mundial. Jogadores como ele, costumam ganhar garantias para disputar certos torneios, numa prática aprovada e até estimulada pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), assegurando assim aos promotores a participação de grandes nomes em todas as competições do circuito.

A ATP não permite, porém, a exigência de garantias para torneios Masters Series e outros com designações. Além disso, os contratos de patrocínios para tenistas têm como uma das regras o pagamento de bônus. A cada título conquistado, presença entre os 30, 20 ou dez primeiros do ranking mundial.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.08.2000
Segunda-feira