LG_jc.gif (3670 bytes)

DESTAQUE
Diego Cabral leva Pernambuco ao topo do mundo no body boarding

Com apenas 20 anos ele chegou onde muitos passaram a vida tentando. Diego Cabral é hoje o número um do ranking mundial de Body Boarding. Como se não bastasse, Diego acumula a responsabilidade e a proeza de ser o único pernambucano a chegar lá, o segundo brasileiro e um dos quatro atletas que realizaram o feito até agora, em toda a história da modalidade. Agora, o atleta se prepara para mais uma manobra radical. Dar aos futuros body boarders a oportunidade que ele teve, em dobro.

Recém-chegado do México, onde disputou a segunda etapa do mundial, Diego se diz contente por ter chegado onde chegou em seu primeiro ano de dedicação ao circuito. “Até agora eu tinha me concentrado apenas no Brasileiro. Afinal, aqui eu já tinha bons resultados, maiores chances. Foi muito bom estrear lá fora com o pé direito”, afirmou Diego, referindo-se à primeira etapa na Califórnia.

Diego conta que teve que escolher entre participar de duas etapas do circuito regional e uma do brasileiro ou ir para a Califórnia. “Qualquer um diria que eu deveria ficar. Aqui teria mais chance. Lá eu não era ninguém”, lembrou. “Preferi arriscar e graças a Deus me dei bem.”

Mesmo com duas rodadas disputadas, Diego se mantém com a pontuação inicial. Isso porque no México, a competição é julgada de maneira diferente. “Além dos juízes tradicionais, as notas são dadas pelas imagens e fotos colhidas pelos repórteres especializados”, explicou o boarder. “Como o mar estava baixo e as ondas prejudicadas, deram o mesmo número de pontos para todos e continuei na frente.”

GRUPO SELETO – Diante dos resultados, Diego alcançou uma posição na elite do surfe mundial. Em 16 anos de circuito apenas quatro boarders chegaram à liderança. Entre eles o carioca Guilherme Tâmega, que foi campeão quatro vezes. “Isso mostra que todo mundo é capaz. Todo mundo pode chegar lá. Me orgulho muito de ter conseguido e de poder mostrar que o nível do body boarding é igual no mundo todo. A única diferença é que lá fora eles têm mais estrutura e oportunidade do que nós.”

Agora, o pernambucano se prepara para a próxima etapa, em Portugal, em setembro. “Com o título, novas portas se abriram e novos patrocinadores estão chegando. Até o ano passado eu corria o Circuito Nacional e algumas provas do Mundial. Agora será o inverso”, completou.

-----------------------------------------------------------------------


Jornal do Commercio
Recife - 21.08.2000
Segunda-feira