
GENTE DE ESPORTES II
Uma
semelhança nada forçada Cabeleira loura esvoaçante caindo sobre os
ombros, jogando na mesma lateral esquerda que consagrou
Marinho teve rápida passagem pelo Náutico, de
onde saiu para consagrar-se nacionalmente defendendo
Botafogo, Fluminense, Seleção Brasileira e Cosmos de
Nova Iorque , Nivaldo por mais que quisesse não
conseguia se livrar do estigma de imitador do craque
potiguar.
Hoje, completamente
careca, nem de longe lembra aquele cabeludo que provocava
muitos enganos, seguidos de desconfiados pedidos de
desculpa. Como aconteceu em 1978, quando Nivaldo ainda
defendia o Sport.
Tínhamos empatado
um jogo, no Maracanã, e à noite saímos para tomar um
chope no Fiorentina, muito famoso naquela época. Fui
confundido com Marinho e tive que explicar que mais de
uma vez que não era ele.
O sósia de Marinho
divertia-se com a situação, como ocorreu certa vez,
quando já estava na Portuguesa Santista, e num treino, o
artista Nuno Leal Maia, tratou-o pelo
rio-grandense-do-norte.
Em aeroportos, em
restaurantes ou até em aviões, eram constantes os
pedidos de autógrafos ao Marinho que não era Marinho.
Segundo Nivaldo, tudo não
passava de coincidência. Era cabeludo porque o cabelão
estava na moda. Vivia na concentração dos juvenis do
Sport ao lado de outros jogadores que estavam surgindo,
entre os quais, Biro-Biro, Denô, Serginho e Roberto.
Passava, como os outros, parafina no cabelo para
torná-lo mais louro.
Acontece que o volante
também jogava de quarto zagueiro Nivaldo
foi requisitado certa vez pelo técnico Ênio Andrade
para quebrar o galho na lateral-esquerda da equipe
principal porque o titular Nelsinho estava machucado.
Firmou-se na posição, a mesma de Marinho, e haja
comparação.
Jogou também de lateral
na Portugesa Santista e no Cruzeiro, e só quando se
transferiu para o futebol português foi aproveitado na
sua verdadeira posição.
Tudo coincidiu, pois
se eu tivesse aparecido na equipe principal do Sport
jogando pelo meio, poucos iam fazer comparações com
Marinho, mas atuando na mesma posição dele...
Marcador implacável,
Nivaldo também apoiava. Quando foi indicado por Antônio
Pimenta Machado, então representante do Vitória de
Guimarães, para ir defender aquele clube português, por
sugestão do ex-jogador e hoje empresário de futebol,
Ita Francelino, rompeu um círculo de jogadores agendados
por Pimenta, no qual estavam Pedrinho (Santa Cruz),
Carlinhos (Náutico, ex-Fluminense) e Chico Fraga
(Náutico/Sport).
Os doze anos que passou em
Portugal foram profícuos. Vive bem e começa a
intermediar transações esportivas, justamente por ser
procurado para tal.
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