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ESPERANÇA
Ninguém mais acredita que exista alguém vivo no submarino russo

MOSCOU – Mergulhadores noruegueses não conseguiram ontem abrir a escotilha do submarino russo Kursk, em operação realizada no Mar de Barents. Os esforços de socorro continuam, apesar de as autoridades russas e especialistas já acreditarem que, a essa altura, todos os 118 tripulantes do Kursk, que naufragou no último dia 12, estejam mortos.

Os noruegueses acreditam também que a escotilha de popa do Kursk contenha ar. A informação contradiz a versão russa, segundo a qual a escotilha teria sido danificada pela explosão, além de estar inundada.

“Os mergulhadores constataram que a escotilha externa da saída de emergência de popa do submarino não foi danificada”, disse Kjell Grandhagen, porta-voz das Forças Armadas norueguesas. “Eles também constataram que há ar lá dentro”, acrescentou.

Outro porta-voz das Forças Armadas norueguesas, John Espen Lien, negou em Oslo (capital) a versão divulgada pela TV russa de que os mergulhadores teriam encontrado um marinheiro preso na câmara da escotilha.
Anteontem à noite, a pedido do Governo russo, chegaram ao local do acidente os mergulhadores e uma equipe britânica com um minissubmarino de resgate, o LR5, que está a bordo de um navio nas proximidades do local do desastre.

Além da falta de oxigênio e do excesso de gás carbônico no ar, eventuais sobreviventes enfrentariam uma hipotermia prolongada. Sem sistema de aquecimento, a temperatura a bordo seria de quatro ou cinco graus Celsius.

“Tudo o que as cápsulas de resgate russas puderam fazer nos últimos dias foi aspirar a água do mar da escotilha. Achamos que o minissubmarino britânico também não poderá acoplar”, declarou o vice-primeiro-ministro russo, Ilia Klebanov.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.08.2000
Segunda-feira