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ALEX

A formiguinha trovão de João Gilberto

Não é raro existir uma relação de amor e ódio entre certos artistas e o seu público. Talvez por problemas mal resolvidos consigo mesmo alguns não são cordiais com o seu público, o que devia ser fácil. Consideram-se deuses, seres superiores que tem de dar um tapa no rosto daqueles que compram ingressos. Talvez esse seja o caso de João Gilberto, não aqui no Recife porque Raul Henry sabe fazer milagres. Todos dizem que JG não foi grosseiro, que não falou mal do público como já aconteceu em São Paulo e outras cidades. Apenas pediu que diminuissem o ar condicionado porque fazia doer suas pernas, comprometia o fio de voz (que ele defende como modismo de falar como se estivesse cantando) e desafinava o violão. Mas aconteceu algo proposital ou não. O cantor terminou uma música, parou um pouco até quando o público estremeceu com um som de trovão no teatro. O que foi? Depois do susto, João Gilberto inocentemente, disse que soprou bem forte no microfone para espantar uma formiguinha que estava lá. Como canta com a boca colada no microfone imaginem o trovão provocado pelo sopro...

Páginas de agenda

Lamentei não estar presente à festa do Jubileu do nosso Jornal do Commercio, na terça-feira, presidida pelo empresário João Carlos Paes Mendonça. Na mesma hora estava no Conselho Estadual de Cultura, para a festa de entrega dos diplomas culturais de 1999. Representando o JC e para ver a entrega do diploma ao jornalista Mário Hélio.

José Carlos Poroca, tão atuante, e Georgia Gonçalves encontraram-se com Geralda Farias, na Creche Norma Coelho, para entrega dos primeiros presentes das Árvores dos Sonhos, do Shopping Tacaruna. A meta é beneficiar 15 mil crianças carentes.

O professor e sociólogo Sebastião Vila Nova é quem vai lecionar em duas universidades de Lisboa, como professor convidado e lançar a segunda edição de um dos seus livros. Fama é isso.

Na estrada

O governador Jarbas Vasconcelos decidiu mesmo colocar o pé na estrada. Até o dia 8 de janeiro, quando pretende tirar alguns dias de férias, sua agenda está lotada de compromissos na capital e no interior. Não há mais brecha para nada. Os secretários fazem fila à espera de um momento para lançar programas. É que a administração ficou dois anos arrumando a casa, pondo as contas em dia, fazendo projetos que agora estão saindo do papel após os processos de concorrências públicas. Sem esquecer que o período das eleições municipais exigiu tempo especial do governador.

Parentesco

As famílias Sarney e Vilaça são muito amigas, todo mundo sabe. Agora, como revela a Veja desta semana, há um parentesco entre eles. O senador José Sarney revela que sua mãe Kiola, nascida em Correntes, perto de Garanhuns, é bisneta de Antonia de Vilaça, que chegou a Pernambuco em 1848, vindo de Povoa do Varzim, terra de Eça de Queiroz. A família do professor Antonio Vilaça, os ramos português e brasileiro são das mesmas regiões, isto, tanto do norte de Portugal quanto do Agreste Meridional de Pernambuco. Marcos Vilaça, indagando, confessou conhecer o parentesco há dois anos.

De imediato

Colaram grau em enfermagem, em regime especial, 8 alunos da Funeso, que já tinham sido contratados para assumirem cargos no IMIP e na Secretaria de Saúde de Sergipe. É comum alunos de enfermagem da Funeso receberem convites de empregos e aprovação em concurso antes do término do curso demonstrando bom aprendizado. Também fica patente que enfermagem e emprego andam juntas. Foi o que informou o diretor do Centro de Ciências da Saúde, Geovane Tenório Sobrinho e a secretária geral Idalina Felix.


Jornal do Commercio
Recife - 21.12.2000
Quinta-feira