Cantor alega que a gravadora alterou unilateralmente o contrato, depois que ele pediu um adiantamento de US$ 150 mil para o tratamento de Maria Rita
SÃO PAULO – O cantor Roberto Carlos pode deixar a Sony Music, pela qual grava seus discos desde 1961 (na época, tinha o nome de CBS). O motivo é uma série de divergências sobre questões de adiantamentos e direitos autorais que levou o cantor a entrar com um processo contra a companhia, no último dia 11, na 29.ª Vara Cível do Rio de Janeiro.
O curioso é que o cantor acaba de lançar seu trabalho mais recente, Amor sem Limite (o 43º álbum em 40 anos de carreira) pela Sony. Ele atrasou bastante a entrega do disco, previsto inicialmente para chegar às lojas em 25. Desde 1994, Roberto já não grava pela Sony, mas apenas manda prensar e distribuir pela companhia.
O problema é que esse contrato de prensagem e distribuição foi alterado recentemente pela gravadora, na fase em que Roberto Carlos enfrentou os problemas de saúde da mulher, Maria Rita. O cantor não gostou e encaminhou ação por meio do seu advogado no Rio, Bruno Thompson.
A mudança no contrato teria ocorrido em janeiro de 1999. Nessa época Roberto Carlos pediu um adiantamento de US$ 150 mil para pagar o tratamento do câncer de Maria Rita, que morreu em dezembro do ano passado.
Roberto Carlos pede uma indenização cujo valor deve ser estipulado pela justiça no final do processo. Segundo a ação judicial, de 1994 a setembro deste ano, as vendas de discos de Roberto Carlos totalizaram 44 milhões de reais. O escritório do advogado informou hoje que não pretende dar informações sobre o processo. Seria antiético, até porque a Sony ainda não se pronunciou sobre a ação, disse Luís Fernando Ramos, um dos assistentes do advogado.