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ESTUPRO
DPCA descarta que pastor tenha ocultado o corpo

Hoje será concluído e enviado à Justiça o inquérito policial sobre o caso da menor Priscila Carmem de Lucena, violentada e assassinada dentro da Igreja Batista da Concórdia, na quinta-feira da semana passada. Ontem pela manhã, o delegado Ademir Soares de Oliveira ouviu mais uma testemunha, o policial civil Valkennedy Lima, que deteve o acusado Édson Nemízio Soares da Silva até a chegada da polícia. Depois de ouvir um total de seis testemunhas, o delegado descartou a possibilidade de ocultação de cadáver por parte dos integrantes da igreja, como acreditava a família da vítima.

“O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) diz que quando Priscila chegou ao hospital a equipe médica teve dúvidas com relação ao seu estado de saúde, submetendo a garota, durante 40 minutos, a massagens cardiorrespiratórias, na tentativa de reanimá-la”, afirma o delegado. Segundo ele, isso mostra que os pastores também não sabiam se ela estava viva ou morta, quando tentaram socorrê-la. “Não houve a intenção de esconder os fatos, eles realmente acreditavam que ela poderia estar apenas desmaiada”.

O delegado disse, ainda, que o depoimento do policial Valkennedy Lima foi de extrema importância para o esclarecimento dos fatos, uma vez que ele presenciou as providências tomadas pelos pastores, reteve o acusado e conduziu as testemunhas à delegacia. Também prestaram depoimento os pastores Marcos Di Giácomo Mariano e Miquéias da Paz Barreto, os ministros da igreja Silas Ribeiro de Souza e Walter Fernandes Costa e a avó da vítima, Amara da Silva Lucena.

De acordo com Ademir de Oliveira, o acusado poderá pegar entre 12 e 25 anos de prisão, se condenado, por se tratar de crime hediondo. O Ministério Público terá cinco dias para fazer a denúncia do caso e dar início ao processo penal, depois de receber o inquérito policial. Por enquanto, o acusado permanece no Presídio Aníbal Bruno.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.12.2000
Quinta-feira