Parentes de José Moacir denunciaram que um grupo armado chegou de carro e tentou abrir a casa do motorista. A família acredita que a vida dele corre perigo
A família do motorista do caminhão Ford José Moacir Lopes de Albuquerque, que colidiu com a caminhonete na última segunda-feira na BR-101, acredita que a vida dele esteja correndo perigo. Os parentes contaram que quatro homens armados apareceram, ontem à noite, por volta das 23h, à procura de Moacir na sua residência, no município de Escada, a 55 quilômetros do Recife.
“Eles chegaram numa caminhonete D-20 e tentaram abrir a grade da casa de Moacir, mas, felizmente, não havia ninguém lá”, relata Iara Santos de Arruda, cunhada do motorista. Segundo ela, a esposa de Moacir, Eliane Bezerra dos Santos, está escondida na casa de parentes, provavelmente fora de Escada, com medo de represálias. “Só posso dizer que ela está longe do marido”, assegura.
“Todos na cidade conhecem Moacir como um homem direito que nunca se meteu em confusão. Com certeza, ele não deve ter culpa neste lamentável episódio”, defende Iara Santos. Luiz Carlos da Silva, um vizinho da família que socorreu Moacir depois do acidente, afirma que o caminhoneiro não parecia estar bêbado, ao contrário do que dizem algumas pessoas.
“Eliane Bezerra, inclusive, estava esperando o marido, que disse estar trazendo uma carrada de tijolos para entrega, pois ele trabalha com material de construção”, lembra Iara Santos. Mesmo afirmando serem inconsistentes as informações sobre o possível atentado contra a família de José Moacir, o delegado de Ipojuca, Waldemir Maximino Pessoa, não garantiu que ela esteja fora de perigo.
INQUÉRITO – “Se houve algum atentado, acredito que não tenha sido por parte dos familiares das vítimas, que são pessoas simples na sua maioria”, afirma. De acordo com o delegado, José Moacir Lopes de Albuquerque deverá ser chamado para depor no final da próxima semana. “Como disseram que o caminhoneiro estava dirigindo embriagado, devemos ir até o município de Cabo para verificar o fato. Vamos conversar com os proprietários de bares da região para saber se o motorista chegou a beber em algum desses estabelecimentos”, adianta. O inquérito deve ser concluído, no máximo, em um mês.