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ACIDENTE NA BR-101 SUL III
Mãe e duas filhas são enterradas em Gameleira

Mais uma família foi cruelmente atingida pelo acidente de segunda-feira à tarde, envolvendo um caminhão e uma caminhonete, na BR-101 Sul, em Escada, Mata Sul do Estado. A dona de casa Marta Maria de Almeida da Silva, 37 anos, e suas duas filhas, Jadssa Maria e Madssa Almicar de Almeida da Silva, de 12 e 19 anos, respectivamente, voltavam das compras de final de ano no Recife e morreram ainda no local da colisão. As três residiam no município de Ribeirão, a 81 quilômetros do Recife, e eram naturais de Gameleira (92 quilômetros da capital), cidade na qual foram enterradas ontem.

Das 14 pessoas que morreram no acidente, apenas um homem e uma mulher, aparentando 25 anos, continuavam sem identificação no Instituto de Medicina Legal (IML) até o fechamento desta edição. Provavelmente o homem se chama José Paulo da Silva, 27 anos, um rapaz com problemas mentais que estava na caminhonete com a mãe, a dona de casa Maria das Dores da Conceição, 52. Ela também morreu na colisão. Parentes de outras vítimas que ontem foram liberar os corpos no IML comentavam que a mulher sem identificação seria do município de Água Preta, também na Mata Sul do Estado.

Pela manhã recebeu alta do Hospital da Restauração o pedreiro José Orlando Ferreira, 38 anos, que viajava no caminhão e teve um traumatismo craniano leve. O segundo ferido e único sobrevivente da caminhonete, Antônio Joaquim do Nascimento, 24, foi submetido a uma segunda cirurgia para reposição do couro cabeludo e passa bem. Segundo os médicos do HR, ele está no setor de recuperação, sem previsão de alta.

DESENCONTRO - Os familiares da dona de casa Marta Maria de Almeida e de suas filhas souberam da morte delas apenas 24 horas depois do acidente. O marido da dona de casa e pai das duas jovens, o caminhoneiro José Antônio Virgínio da Silva, 42 anos, estava viajando a trabalho e deu quatro telefonemas para sua residência, mas não conseguiu falar com a família. Na segunda-feira, mãe e filhas tinham ido ao Recife para se encontrar com a irmã de Marta Maria, Almerinda Josete, e fazer compras na cidade. Às 15 horas, elas retornaram para Ribeirão.

“Eu vi o acidente na TV, mas nem cogitei a possibilidade de elas estarem entre as vítimas. Quando foi ontem (terça-feira) meu cunhado me ligou procurando por elas. Aí começamos a nos preocupar, já que as três não tinham chegando em casa”, contou Almerinda Josete. Os familiares das três vítimas resolveram, então, ir direto ao IML para procurá-las. “A gente não queria acreditar que elas pudessem estar lá, mas era verdade”, lamentou Almerinda.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.12.2000
Quinta-feira