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SELIC
BC reduz taxa de juros para 15,75%

Redução de 0,75 pontos porcentuais é superior às estimativas do mercado. Último corte na taxa foi realizado no dia 19 de julho

BRASÍLIA – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu ontem de 16,5% para 15,75% a taxa de juros básica (Selic) da economia brasileira. Não deu, porém, indicação de tendência de alta ou de baixa. Em um comunicado rápido feito por escrito, a redução é justificada pelas perspectivas favoráveis para a trajetória da inflação, reforçadas por uma melhoria do cenário externo – com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, o pacote de ajuda à Argentina e a manutenção dos juros nos Estados Unidos.

A redução de 0,75 ponto porcentual é superior às estimadas pelo mercado financeiro, que imaginava redução para até 16%. Segundo o BC, é a taxa mais baixa desde 1986. Foi a primeira redução da Selic desde 19 de julho, quando caiu de 17% para 16,5%.

O aumento da inflação em agosto e a incerteza externa levaram o Copom a manter a taxa estável por quatro meses. Os oito membros do Copom voltarão a se reunir nos dias 16 e 17 de janeiro. A ata de reunião será divulgada dia 28.

A redução praticamente não terá impacto nas taxas de juros ao consumidor final. O vice-presidente da Associação Nacional das Empresas de Crédito (Anefac), Miguel de Oliveira, estima que as taxas médias de juros deverão recuar dos atuais 7,74% para 7,65% ao mês, considerando os financiamentos feitos por lojas e bancos. Especificamente no comércio, a taxa poderá cair de 6,9% para 6,83% ao mês e, no cheque especial, de 10,28% para 10,18%.

O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), Abram Szajman, disse que a decisão só beneficia o Governo, no custo da rolagem da dívida interna. Ele defendeu a redução dos tributos pagos nas operações financeiras e do compulsório.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.12.2000
Quinta-feira