O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, diz que a idéia é criar uma estrutura mais moderna. Ele também afirmou que pretende enxugar as atuais estruturas e julgar a competência dos servidores
BRASÍLIA – O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, voltou a falar ontem em diminuição do quadro de funcionários das superintendências de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Norte (Sudam). Segundo ele, até março, estará pronto o projeto que será enviado ao Congresso transformando as duas autarquias em agências de desenvolvimento. A proposta é que, com esse novo perfil, as superintendências se tornem mais enxutas e tecnicamente mais eficientes. Bezerra também quer despolitizar os seus quadros. “Não haverá interferência política e os que não servem serão dispensados”, garantiu o ministro, que ultimamente dedica a maior parte de seu tempo respondendo sobre casos de desvio de recursos da Sudam.
“Não tenho nenhuma vocação para delegado de polícia”, reclamou Fernando Bezerra. As mudanças deverão ocorrer ao mesmo tempo nas duas entidades. “Elas são irmãs até na desgraça”, ironizou Bezerra. Além das denúncias envolvendo a Sudam, a Sudene está sendo investigada dentro da CPI do Finor, na Câmara. “Estamos é criando uma estrutura mais moderna”, afirmou. E disse que não vê dificuldade em evitar interferências políticas, nos casos em que os indicados não forem qualificados.
“Aceito indicações, mas é direito meu julgar a competência dessas pessoas e a nossa afinidade administrativa”. Bezerra pretende enxugar as atuais estruturas das superintendências. “No novo desenho, vamos dizer que precisamos de tais pessoas, com tais qualificações; os que não servem serão dispensados”, disse ele. Os servidores não enquadrados serão colocados em disponibilidade para serem realocados pelo Ministério do Planejamento.
FINOR – O ano de 2000 pode ser considerado bom para o Finor. Neste período, a Sudene contabilizou 110 projetos concluídos, contra um total de 33 no ano passado. Segundo o diretor de Administração de Incentivos da Sudene, Roldão Torres, não se via um resultado parecido desde 1997. “Isso significou a média de um projeto implantado a cada três dias”, conta.