LG_jc.gif (3670 bytes)

CONTAS PÚBLICAS II
Jarbas vai tocar obras da Adutora do Oeste

O Governador Jarbas Vasconcelos anunciou ontem, em meio à solenidade de assinatura do contrato de venda das carteiras imobiliárias do Bandepe e da Cohab, que o Estado está recebendo a autorização para tocar as obras da Adutora do Oeste até a próxima semana.

Apesar de o governador estar assumindo obras federais, ele afirma que isso não significa que Pernambuco esteja sendo desprestigiado pela União. “Pela primeira vez estamos tendo mais recursos do que o Ceará ou a Bahia”, disse, referindo-se ao Orçamento da União para 2001.

Além disso, Jarbas destacou que vem conseguindo praticamente tudo o que pede. “Quando não consigo, escuto uma boa explicação de porque não é possível. Por isso, não tenho razão para me sentir discriminado”, afirmou.

As afirmações de Jarbas foram reforçadas pelo vice-presidente Marco Maciel. “Quem não está otimista quanto ao futuro de Pernambuco está mal-informado”, sentencia. Para Maciel, obras como a termelétrica da Chesf e a Termopernambuco são exemplos de que está se operando uma grande transformação no Estado. O vice-presidente lembra que os investimentos feitos em Pernambuco são contados na casa dos R$ 100 milhões.

Para Jarbas Vasconcelos, a perspectiva é de que até o final de seu mandato a malha rodoviária do Estado tenha sido ampliada em 40%. Além da duplicação da BR-232, o governador destaca as obras do programa Caminhos de Pernambuco – tocada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

CONTAS PÚBLICAS – No tocante às contas públicas, Jarbas afirma que em 2000 foi dado um passo largo rumo ao equilíbrio definitivo das finanças. Para ele, a primeira metade do mandato está sendo fechado com as contas em uma situação de razoável equilíbrio. No Governo, a expectativa é de que o equilíbrio definitivo seja alcançado no próximo ano. “Estamos fazendo todo o esforço, porque quem não controla suas finanças não pode ir a lugar nenhum”.

O governador lembra que recebeu o Estado com um grande volume de passivos. Além disso, o pagamento da folha comprometia 73% das receitas. “Em dois anos reduzimos o comprometimento com pessoal de 73% para 62% e isso não foi feito só em cima do corte de gastos, a arrecadação também cresceu”, avalia.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 21.12.2000
Quinta-feira