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Novo Le Mazot é para fondues e flambados

POR FLÁVIA DE GUSMÃO

Alguns restaurantes morrem, outros parecem se perpetuar. Mal o italiano Zafferano fechou suas portas, um outro ocupa seu lugar. O Le Mazot, embora muitos não saibam, já é um velho conhecido da cidade. Trata-se de uma continuação, em cardápio e proposta, do tradicionalíssimo La Maison, que já conta com mais de uma década de existência.

O que o proprietário Antístenes Azevedo fez foi deixar o La Maison com a exclusividade das fondues e transportar para o novo endereço o seu cardápio à la carte, composto basicamente por flambados de filé, aves e pescados. Isso não significa que o Le Mazot não permitirá à sua clientela a degustação das fondues – uma especialidade particularmente apreciada pelo pernambucano –, mas os flambados deixarão de ficar ofuscados pelo ambiente de ‘cave’ que é uma marca registrada do La Maison e, praticamente, leva o cliente a, obrigatoriamente, solicitar fondues sem sequer uma segunda olhada no cardápio.

Com 25 anos no ramo, Antístenes Azevedo delega para a mulher Jailce e a filha Adriane a tarefa de comandar o novo endereço. É inegável o seu conhecimento do métier, particularmente no que se refere ao gosto genérico local e, por isso mesmo, o Le Mazot não promete nenhuma grande inovação ou viagens gastronômicas.

Na verdade, o menu chegar a ranger de tão conservador. Os filés ostentam nomes tão tradicionais quanto Rossini, Café de Paris, Voronoff e Poivre, o diferencial, e que surte algum efeito, é que eles são flambados no salão, em frente aos clientes. Sempre um espetáculo de efeito.

Da mesma forma que alguns restaurantes conquistam pela criatividade e ousadia, pode-se dizer que o Le Mazot (assim como o La Maison) captura a sua fatia de mercado pelo padrão uniforme que consegue manter. Mais ainda: ele capricha na predileção pernambucana por comidas muito cremosas, molhadas mesmo, sempre acompanhadas por generosas porções de carboidratos. Nesse caso específico, arroz e bolinhos de queijo com batata.

Os filés são preparados com toda a correção: no ponto certo, suculentos e macios. Alguns ingredientes, no entanto, poderiam ser aprimorados. No caso do Voronoff, por exemplo, onde o toque principal deve ser dado pela mostarda, é fundamental a utilização de um produto mais marcante. O Café de Paris deixa no salão um bom aroma de alho e ervas e a idéia de que o Le Mazot é promessa de comida farta e honesta, nem mais nem menos.

Le Mazot – Av. Antônio de Góes, 183, Pina, fone: 3325.1158

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Jornal do Commercio
Recife - 15.12.2000
Sexta-feira