Parece que o longo período (14 anos) sem eleição na Ilha – a última foi em dezembro de 86 – acumulou muitas rusgas entre os dirigentes, tamanhas foram as trocas de acusações. Antes mesmo dos dois candidatos lançarem seus nomes, as farpas já voavam de um lado para outro.
Primeiro foram os débitos trabalhistas. Homero Lacerda, vice de futebol de Bivar, disse que Wanderson havia deixado várias dívidas dos professores do Colégio Dimensão Rubro-negro. A resposta do oposicionista foi de que pagara questões trabalhistas ainda do elenco de 87/88, como a do meia Ribamar.
Com as duas candidaturas na rua, o alvo das acusações foram os sócios. Wanderson denunciou que Bivar estava distribuindo títulos de sócio patrimonial em troca de votos. O atual presidente contra-atacou dizendo que Aloysio Monteiro, vice de amadorismo e partidário da oposição, fabricara 800 sócios-atletas e ainda estava transformando vários funcionários em sócios.
Por último, ontem pela manhã começaram a acontecer incidentes no clube. Primeiro foi a casa de força do clube que explodiu, causando incêndio nos elevadores. “Véspera de eleição acontece de tudo nesse clube”, comentou um conselheiro, que preferiu não se identificar. “Em eleição que tem consenso, as cadeiras voam no Conselho, imaginem em dia de eleição?”, comentou outro.