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SISTEMA
Casamento une o tradicional Unix com o novo e aberto Linux

A nova empresa Caldera International, união da Caldera Systems com a SCO, começa a operar em 2001 promovendo a utilização conjunta da plataforma Unix com o sistema operacional aberto Linux

POR BRUNA CABRAL

bruna@jc.com.br

Linux e Unix, enfim, juntos. O ‘casamento’ dos dois sistemas, que resultará na criação de uma nova geração de softwares corporativos, cujas marcas serão escalabilidade, flexibilidade e segurança, foi resultado de outra união. A Caldera Systems, especializada em soluções baseadas em Linux, comprou dois terços da empresa SCO, líder do mercado de produtos corporativos. A Caldera International, nova empresa que surge da aliança, espera o sinal verde do governo norte-americano para iniciar a operar, o que só deverá acontecer em fevereiro. Mas, antes disso, algumas novidades deverão chegar ao mercado.

Uma delas é o software Unix Ware 7.1.1, que também rodará em aplicações Linux. Além desse, outro programa que será lançado pouco antes da data da fusão é o Volution. Destinado ao gerenciamento de servidores Linux e SNMP, o sistema deverá ganhar um ‘adendo’ após seu lançamento, para garantir compatibilidade com a plataforma Unix. Mas nem só de produtos ‘mistos’ irá viver a nova companhia. A Caldera garante que fornecerá versões das soluções específicas para cada uma das famílias que já ficaram famosas, a exemplo do e-Desktop, que será atualizado em março ou abril.

As soluções ‘frankenstein’, construídas a partir de pedaços ou características dos dois sistemas, serão, no entanto, o alvo principal da nova corporação. “O Linux foi o único sistema operacional que conseguiu crescer 200% em um único ano. Apesar disso, ainda precisa vencer desafios, como a baixa escalabilidade, as falhas no suporte para grandes capacidades de memória e no gerenciamento global. O papel do Unix será justamente o de preencher essas lacunas”, afirma Marco Antonio carvalho, diretor da empresa Ética, que será a parceira nacional da Caldera.

Segundo o executivo, a nova empresa será pioneira ainda em outro quesito: a distribuição geográfica. “Seremos a primeira empresa de Linux a atuar em todos os continentes, com distribuidores e suporte técnico locais”, diz o diretor para a América Latina da Caldera, Daniel Amato.

A criação de novos produtos a partir dessa ‘mistura’ deverá se pautar, principalmente, pelas demandas das empresas que atuam em Internet. “se as empresas pontocom que usam Linux e Unix forem somadas, representam quase 50% do mercado, enquanto o sistema considerado líder nesse setor, o NT, é usado por 49% das corporações”, diz Amato.

A Caldera gastou até agora US$ 7 milhões para comprar duas das três unidades de negócio da SCO (as de Professional Services e Sistemas Operacionais). A empresa terá ainda que investir US$ 18 milhões na única unidade que permanece sob a tutela da SCO, a de produtos de informática, tão logo a fusão seja autorizada pelo governo norte-americano.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.12.2000
Quarta-feira