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FRANÇA II D. Pérignon, no século 12, inventou a bebida
O monge beneditino Dom Pérignon, no século 12, teve uma idéia brilhante, que até hoje continua encantando homens e mulheres de diferentes nações: o champanhe. De espírito curioso e empreendedor, ele descobriu como transformar o vinho comum em espumante (o método champenoise). O resto é história.
Porém, para que a invenção não perdesse o seu grande diferencial, Dom Perignon procurou e encontrou a maneira perfeita de acondicionar seu produto sem que o mesmo perdesse o gás. Assim, foi o religioso quem inventou a taça flute, a garrafa e a rolha especial para a a bebida. A técnica de misturar vinhos, a assemblage, também é de sua autoria.
Quem se dispuser a seguir a Rota do Champanhe, poderá conhecer mais sobre esse personagem importante. Basta incluir no trajeto a cidade de Hautvillers, em Marne, e visitar o museu criado em sua homenagem. No local, o visitante aprenderá sobre o desenvolvimento técnico empregado ao longo dos séculos na fabricação do famoso vinho.
Para se chegar a essa característica, aliás, não é tão fácil quanto possa parecer. Até o vinho incorporar as bolhas, o caminho é longo. Essa condição é resultado da mistura de uvas – basicamente as brancas (chardonay) e as vermelhas (pinot noir, pinot meunier) .
A forma espumante se diferencia já na colheita. Para manter a alta acidez, essencial para o frescor da bebida, a uva é colhida precocemente. Depois da prensagem, que deve ser feita com os cachos inteiros, a bebida passa por duas fermentações. Após a segunda, as garrafas descansam de cabeça para baixo por dois a 12 anos.
Além desse detalhe, elas devem ser chacoalhadas levemente todos os dias, processo inventado pela viúva Clicquot, chamado de remuage. O próximo passo é esperar que os resíduos baixem por completo até o gargalo para que sejam devidamente expelidos e o sabor do champanhe ajustado. Feito isso, resta apenas provar a bebida que não perdeu seu charme desde que Dom Perignon a inventou.
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