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ATRAÇÕES Entre palácios e a Rua do Encanto Não deixe de visitar a engenhosa casa de Santos Dumont, erguida numa área íngreme, e o Museu Imperial, construído para ser a residência de verão de D. Pedro II Depois do Palácio de Cristal, é hora de descobrir toda a engenhosidade de Alberto Santos Dumont, na pitoresca casa que ele construiu para passar o verão. Retorne pela mesma rua do palácio em direção à Praça da Liberdade. À direita, está o Relógio das Flores, em frente à Universidade Católica de Petrópolis. Quase defronte ao prédio fica a Casa de Santos Dumont. Vale a pena entrar (o ingresso custa R$ 2) e conhecer um pouco da criatividade do pai da aviação. A começar pelo seu interesse em comprar um terreno aparentemente inaproveitável, por ser acidentado e íngreme, na esquina da Rua do Encanto, numa de suas visitas à cidade. O chalé europeu de três andares planejado pelo engenheiro Eduardo Pederneiras começou a ser construído em 1918, 15 anos após o vôo histórico de Dumont. Uma das principais curiosidades da casa são as escadas interna e externa: os degraus, em meia-lua, são feitos de maneira a que a pessoa só comece a subir com o pé direito. Dentro, há exposição de fotos e objetos de Santos Dumont, que supervisionou toda a construção e fabricou algumas peças de sua residência de verão. Outro detalhe curioso é que a casa não tem cozinha. Lá, Dumont passava a maior parte do tempo estudando e trabalhando, saía só para passear ou fazer as refeições. Voltando pela Praça da Liberdade, chegue ao lado ímpar da Avenida Koeler e entre no elegante Palácio Rio Negro, ou Palácio dos Presidentes, a residência oficial de verão da Presidência da República. Também por R$ 2, o turista tem uma visita guiada pela casa. Usando pantuflas, para não danificar o piso de madeira parquetada, é possível conhecer os vários ambientes usados pela família presidencial uma vez por ano. O único quarto fechado à visitação por razões de segurança é o do presidente Fernando Henrique Cardoso, que reativou em 1997 a tradição de utilizar o palácio, interrompida em 1969. A maior parte dos móveis é original da família do Barão do Rio Negro. Após uma pausa para almoço num dos restaurantes a la carte e no peso muito simpáticos do centro, é hora de voltar a caminhar por Petrópolis. Dê uma passadinha na Rua do Imperador e admire os prédios do fórum, do Banco do Brasil, dos Correios e o obelisco erguido em comemoração ao centenário da cidade. Em frente deste monumento fica a Praça Dom Pedro II, com a célebre estátua de bronze do imperador sentado, pensativo, com um livro nas mãos. Siga pela Rua da Imperatriz e prepare-se para conhecer a maior atração de Petrópolis: o Museu Imperial. Calçando pantuflas (para preservar os assoalhos de mármore de Carrara e madeiras nobres), o visitante chega exausto ao final do percurso que pode levar duas horas. Mas o sacrifício é válido. No palácio construído para ser a residência de verão de D. Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, conhecem-se os móveis, quadros, roupas, pratarias, louças e os excêntricos hábitos da família imperial. A maior atração, no entanto, é o traje e a coroa, guardados em redomas numa sala escura, com vigilante de prontidão. Da coroa de D. Pedro I resta apenas a armação, as pedras foram tiradas para compor a coroa do filho, esta sim, belíssima. Se der sorte, você poderá reviver o clima de um típico sarau no salão onde ocorriam as festas da família imperial. O encontro é organizado uma vez por semana para alunos das escolas municipais. Ao sair do museu, passe no anexo Prédio dos Viaturas, onde há uma exposição de coches (alguns inclusive usados na novela Terra Nostra), e depois relaxe no maravilhoso jardim do museu. Se suas pernas agüentarem, ande mais 20 minutos e vá até a Casa de Petrópolis - Instituto de Cultura, na Avenida Ipiranga, onde também ficam a Igreja Luterana e a Casa de Rui Barbosa (ambas só podem ser apreciadas externamente). O instituto cultural é uma linda mansão particular com um enorme jardim, construída por José Tavares Guerra, em 1884. Numa visita guiada, conheça os exageros decorativos da casa, transformada em centro cultural pelos herdeiros. São paredes forradas de tecidos finos, lustres de cristal, espelhos belgas, lareiras de mármore e pinturas murais feitas pelo suíço Karl Schaefer que decoram a maioria dos cômodos. À noite, procure um dos bons restaurantes na região de Itaipava, conhecida como o Vale dos Gourmets, por conta da quantidade de chefes de cozinha que se instalaram por lá, atraídos pelo clima, paisagem e oferta de bons produtos agrícolas. O resultado: bistrôs franceses, cantinas italianas, adegas portuguesas e outros restaurantes das mais variadas nacionalidades se tornaram a principal atração deste distrito da cidade de Petrópolis, a 15 quilômetros do centro. O acesso é pela Avenida Barão do Rio Branco e BR-40. Bom apetite e prepare-se para o segundo dia. (F.C.) |
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