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VÍTIMAS Acusados de vender terras do Incra são indiciados Naranjal (PR) A Polícia Federal (PF) indiciou três homens acusados de estelionato por vender terras do Incra no Sul do Amazonas a agricultores brasileiros e estrangeiros que vivem no Paraguai. Onze brasiguaios e outros imigrantes que moram em Naranjal, a 110 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu (PR), pagaram cerca de US$ 57.204,00 (R$ 105 mil) aos três, que se apresentavam como integrantes de uma organização não-governamental de defesa ambiental. Um deles também possuía uma carteira falsa de delegado da PF. Os estelionatários eram tão convincentes que induziram os agricultores a formar uma cooperativa, que reunia 50 pessoas, para financiar a compra da terra e custear parte das despesas com a futura viagem para o Amazonas. Onze desses sócios já haviam quitado a primeira parcela, que incluía o traslado e a legalização de documentos de migração. Dos R$ 105 mil pagos, apenas R$ 12 mil foram recuperados. As três áreas oferecidas pelos estelionatários para assentamento dos agricultores somam 750 mil hectares e pertencem supostamente ao Incra. Elas têm 250 mil hectares cada e estão localizadas em Apuí, Serrado e Cantama. Muitos imigrantes venderam tudo o que acumularam durante anos de trabalho no Paraguai para comprar as terras no Amazonas. Algumas vítimas ficaram desconfiadas e procuraram a PF para denunciar o golpe. Foram indiciados Isac de Oliveira Sobrinho, de São José dos Pinhais (PR), Enéias Dias da Silva e Samuel Cassimiro de Oliveira, ambos de Foz. Como não foram presos em flagrante, os três foram liberados depois de interrogados. A PF investiga agora se as terras prometidas existem e se há o envolvimento de outras pessoas no golpe, inclusive funcionários do Incra. |
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