
CINEMA
Missão
Impossível 2 é acompanhar o ritmo de Tom Cruise por Luiz Joaquim
Missão Impossível 2
(Mission Impossible 2 ou M:I2) é daqueles filmes que o
espectador exclama que mentira!, por várias
vezes durante a projeção. É também um daqueles
espetáculos visuais que estimula a imaginação do
público para a extravagância, minutos após deixar o
cinema. Nada mais pertinente numa produção
cinematográfica, se feita com qualidade, que se propõe
a entreter. Quem está por trás disso tudo é John Woo.
O nome do diretor chinês é hoje o primeiro a ser
associado com a expressão ação incessante
em Hollywood.
Woo começou nos Estados
Unidos em 93, orientando Van Damme em O Alvo. Logo depois
de capitanear John Travolta e Nicolas Cage em A Última
Ameaça (96), o oriental consagrou-se definitivamente com
A Outra Face (97). O sucesso do cineasta oriental na
América fez Tom Cruise, produtor determinante para o
projeto sair do papel, exigir Woo no comando da nova
história do agente Hunt.
M:I2 não é melhor nem
pior que o Missão Impossível de 96, dirigido por Brian
Di Palma. É apenas diferente. Woo deu ao filme atual um
clima mais sensual. Criou um romance entre o mocinho
Cruise e a Hunt-Girl Thandie Newton. O apelo
sexual aparece mesmo na primeira perseguição de
automóveis, quando os carros do casal dançam
colados, como numa cena de amor.
Thandie Newton, da
Zâmbia, é conhecida por aqui pela boa atuação em Bem
Amada, de Jonathan Kaplan. Antes de viver a ladra Nyah
que é convocada pelo agente Hunt para impedir o
vilão Ambrose (Dougrey Scott) de espalhar seu virus
mortal no planeta Thandie trabalhou com Bertolucci
no inédito Besieged.
A participação da moça
em M:I2 ajuda a tornar crível o envolvimento de Hunt
pelo personagem dela. Ao contrário da linda Emmanuelle
Bèart par romântico no primeiro longa
Thandie sugere mais pulso e firmeza nas cenas de ação.
Já o roteiro, de Robert
Towne (Chinetown), induz a uma insana aeróbica mental e
óptica. Mental porque problemas fenomenais são
resolvidos em menos de 30 segundo através de um
falatório envolvendo parafernálias tecnológicas. E
óptica porque o público sai com os olhos esbugalhados
de tanto ver alpinismo, embates-balés, explosões e
perseguições pela terra e pelo ar.
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