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TRÂNSITO
Movimento fraco no primeiro dia de tráfego no Complexo Joana Bezerra

Os recifenses passaram a contar, desde ontem, com mais uma opção de deslocamento entre os bairros da Zona Sul e o centro da cidade, após a inauguração da primeira etapa do Complexo Viário Joana Bezerra. O primeiro dia de tráfego na nova via, no entanto, teve um movimento fraco. O complexo será posto à prova, de fato, a partir de segunda-feira, quando o fluxo de carros volta ao normal, já que ontem e hoje o número de veículos circulando foi menor devido ao feriado de São João.

Apesar da presença de técnicos da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e de guardas do Batalhão de Trânsito (BPtran) no complexo e imediações, muitos motoristas tiveram problemas para se deslocar. A ausência de placas de sinalização em alguns trechos também dificultou a vida das pessoas que passaram pelo complexo, principalmente no final da Rua Francisco Alves e na descida da Ponte Joaquim Cardozo, no sentido subúrbio-cidade.

O médico Elzi Morais, que costuma circular diariamente pelo bairro dos Coelhos, está entusiasmado com o complexo. “Acredito que ele vá desafogar o trânsito em alguns trechos da cidade, mas ainda não dá para comentar muita coisa”, afirmou. Quem não aprovou muito a iniciativa foi o engenheiro Acácio Barbosa, que mantém um escritório na Rua Francisco Alves. “Para sair do prédio onde trabalho e pegar a Avenida Agamenon Magalhães terei que dar uma volta enorme. Serei obrigado a passar pelo Cais José Mariano”, criticou.

INTERFERÊNCIAS – Inicialmente será permitido o estacionamento nas travessas do Raposo e do Azevedo, que vão funcionar como vias de ligação da Rua Imperial e da Avenida Sul. De acordo com o diretor de trânsito da EMTU, Adrimon Cavalcanti, os carros só não poderão estacionar nesses locais se eles estiverem prejudicando o tráfego. Já o pontilhão do metrô que passa por cima da Travessa do Raposo será elevado de 3,5 para 4,5 metros, a fim de permitir a passagem de veículos maiores.

A expectativa da EMTU é de que o tráfego no complexo seja de, aproximadamente, 20 mil veículos por dia. Com isso, a expectativa é de que haja uma diminuição de cerca de 15% no fluxo de carros da Avenida Agamenon Magalhães, pois os motoristas passarão a circular pela nova ponte. As obras do complexo viário foram iniciadas há três anos e consumiram cerca de R$ 20 milhões, sendo recursos da Prefeitura do Recife e do Orçamento Geral da União.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.06.2000
Sexta-feira