![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
ESPAÇO II Brasileiros revelam origem de asteróide Astrônomos do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, publicaram na revista norte-americana Science artigo sobre a composição basáltica do asteróide Magnya, localizado na região externa do Cinturão de Asteróides, entre as órbitas de Marte e Júpiter. Segundo os pesquisadores, esse tipo de composição resulta de um processo de vulcanismo e tinha sido verificado anteriormente apenas na Terra, Vênus, Marte, Lua, Io (satélite de Júpiter) e no asteróide Vesta. Segundo Daniela Lazzaro, do Departamento de Astrofísica do Observatório Nacional e principal autora do trabalho, Vesta se situa na parte mais interna do Cinturão de Asteróides, a aproximadamente duas unidades astronômicas (UTs) do Sol (uma UT equivale à distância Terra-Sol) e era considerado a origem dos meteoritos acondritos basálticos encontrados na Terra. Trabalhos anteriores tinham identificado também pequenos asteróides com composição semelhante e órbitas que indicam se tratarem de fragmentos do próprio Vesta. Esse asteróide, o terceiro em tamanho de todo o cinturão (que tem cerca de 500 quilômetros quadrados), era tido como o único que teria sofrido um aquecimento suficiente para levá-lo a um processo de vulcanismo, sendo as razões para isso desconhecidas pelos astrônomos. A descoberta de outro asteróide com composição basáltica e que aparentemente não tem nenhuma ligação com Vesta coloca em questão tudo o que se conhecida sobre os processos de aquecimento e eventos térmicos ocorridos no Cinturão. EVOLUÇÃO No trabalho publicado na edição da Science da semana passada, além dos dados observacionais, os pesquisadores demonstram várias hipóteses referentes à origem e evolução de Magnya. Seu tamanho, aproximadamente 30 quilômetros quadrados, parece ser pequeno para ter gerado atividades vulcânicas. Daniela Lazzaro levanta a possibilidade de que Magnya seria apenas um fragmento de um corpo maior que sofreu a quebra catastrófica devido a uma colisão com outro corpo celeste. A hipótese é testada através do estudo da evolução dinâmica de corpos na região próxima ao asteróide. O Magnya teve sua composição basáltica identificada por pesquisadores do Observatório Nacional em observações realizadas num telescópio do European Southern Observatory, em La Silla, Chile. A descoberta foi confirmada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge, EUA. O trabalho é assinado por dez cientistas, quatro do Observatório Nacional, um da Universidade de São Paulo (USP), um do Centro Federal de Educação Tecnológica em Curitiba, três do MIT e um do Laboratório de Jatopropulsão em Pasadena, EUA. Asteróide:
Pequenos corpos em órbita em torno do
Sol situados, em sua maioria, entre as órbitas de Marte
e Júpiter. Antigamente acreditava-se que estes corpos
fossem o que sobrou da explosão de um planeta existente
nessa região. Hoje acredita-se que sejam o que restou da
formação do Sistema Solar. O primeiro asteróide foi
descoberto em 1801 e hoje em dia conhece-se mais de 12
mil asteróides com órbita bem determinada (o que
chama-se de numerados), além de mais de 25
mil com órbita ainda não precisa. |
|