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RENÚNCIA
Benefício fiscal reduzirá receita do INSS em 2001

BRASÍLIA – Um estudo do Ministério da Previdência Social diz que R$ 6,56 bilhões deixarão de entrar nos cofres do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2001 por causa dos benefícios fiscais concedidos a alguns tipos de segurados.

O trabalho de medir a renúncia previdenciária tornou-se obrigatório a partir de 2001 por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. É o primeiro passo para discutir a legitimidade dessa renúncia e as compensações para o seu financiamento , diz o estudo assinado pelo secretário de Previdência Social, Vinícius Carvalho Pinheiro.

A maior parte da renúncia, R$ 2,61 bilhões, está ligada ao pagamento de uma contribuição previdenciária de apenas 2,1% pelos segurados especiais (produtores rurais, arrendatários e pescadores que trabalham em regime de economia familiar). A alíquota é aplicada à receita de comercialização da produção desses segurados. Sem o benefício atual, eles teriam de pagar 20% sobre suas remunerações mensais.

O segundo maior benefício, de R$ 1,97 bilhão, vem sendo dado às entidades filantrópicas que prestam serviços de assistência social. Apenas 20% do custo dos serviços não são cobrados dos clientes.

Essas entidades não pagam contribuição previdenciária – as empresas em geral pagam 20% sobre a folha de salários mais 1% para o seguro de acidentes de trabalho. A terceira maior renúncia vem das micro e pequenas empresas que pagam seus impostos pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples).

Essas empresas pagam entre 3% e 7% sobre o seu faturamento, enquanto a alíquota previdenciária normal ficaria em torno de 22% sobre a folha de salários.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.06.2000
Sexta-feira