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PRIVATIZAÇÃO
Furnas terá a gestão profissionalizada

RIO – Profissionalizar a gestão de Furnas, hoje presidida por um político, o ex-deputado Luis Carlos Santos (PFL-SP), tirar a empresa de dentro da Eletrobrás, facilitar e popularizar a venda das ações com pagamento a prazo ou debitado em contas de luz, lançar papéis na Bolsa de Nova Iorque e não deixar nenhuma única ação em poder do Governo. “Essas são algumas pré-condições para a operação de pulverização de ações de Furnas Centrais Elétricas dar certo”, afirmou à Agência Estado o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros. O Governo vai apostar todas as fichas e não estuda nenhuma saída caso a pulverização fracasse. “Não existe a opção de não dar certo”, respondeu.

Depois da reação negativa do mercado à radical mudança do modelo de venda de Furnas, Gros está empenhado em desfazer a impressão do primeiro momento, de que a decisão de pulverizar resulta de pressões políticas do PSDB de Minas Gerais, em resposta às críticas do Governador Itamar Franco. “Nosso objetivo é sério; o discurso do presidente da República nada tem a ver com eleições e tudo com o desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil”, disse Gros.

A primeira providência será profissionalizar a gestão, com participação de executivos de reconhecida competência no mercado. Gros citou o presidente mundial da Alcoa (norteamericana de alumínio), o brasileiro Alain Belda, como exemplo de executivo ideal para dirigir uma empresa de capital pulverizado.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.06.2000
Sexta-feira