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TELEFONIA
Banda C deve baratear telefonia celular

A escolha pela freqüência 1,8 gigahertz (GHz), de tecnologia européia, para a Banda C da telefonia, repercutirá no preço dos serviços. De acordo com os estudos da consultoria The Yankee Group, as tarifas poderão sofrer uma redução de até 60%. Na prática, o minuto nos planos pós-pagos cairia de R$ 0,44 para R$ 0,18. A habilitação oferecida pelas novas operadoras deverá ser gratuita.

Com a freqüência 1,8 GHz, o Brasil adotará o padrão Global System Mobile (GSM), utilizado na Europa e que atualmente tem 300 milhões de usuários no mundo. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na última quarta-feira. A opção descartada pelo País envolvia as tecnologias CDMA, TDMA e GSM, com a faixa de freqüência de 1,9 GHz.

A redução das tarifas aconteceria paralelamente à queda dos custos dos aparelhos GSM. Em todo o mundo, eles são 20% mais baratos do que os TDMA e CDMA. Os aparelhos GSM têm o mesmo preço dos celulares brasileiros, mas o barateamento viria na medida em que sua fabricação começasse no País, com produção em escala.

Só para se ter idéia dos preços cobrados em outros mercados, nos Estados Unidos as empresas chegam a vender aparelhos por até US$ 1. Em alguns pacotes, o usuário paga US$ 40, com direito a falar 600 minutos em ligações para qualquer parte do mundo.

Com a escolha da freqüência 1,8 GHz, a faixa 1,9 GHz poderá ser utilizada para a terceira geração de celulares. Optando pela freqüência 1,8 GHz, o Brasil seguiu a recomendação da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Em quase todo o mundo, a tecnologia GSM ocupa essa faixa.

LICITAÇÃO – Dentro de 20 dias, a agência reguladora deve colocar para consulta pública a proposta de licitação da banda C da telefonia celular. A expectativa é de que em agosto o edital possa ser divulgado, iniciando a disputa pelas licenças. A meta da Anatel é concluir a concorrência até dezembro deste ano, inclusive com a assinatura dos contratos com os grupos vencedores.

O País deve ser dividido entre três e cinco regiões, segundo Gerreiro. As bandas A e B, já em operação, foram divididas em 10 áreas. Ainda não se sabe se haverá licitação para uma única licença para cada região, o que permitiria a existência de uma terceira empresa de celular, ou se se licitará duas ou três licenças para cada área.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.06.2000
Sexta-feira