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TELEFONIA III Usuário de celular escolherá código de DDD BRASÍLIA A partir do próximo ano os usuários da telefonia celular devem se beneficiar da guerra de tarifas nas ligações interurbanas. O modelo seguirá as mesmas regras que valem hoje para a telefonia fixa, implantadas no País em julho passado. A afirmação é do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Navarro Guerreiro. As operadoras que prestam este serviço terão um código DDD para que os usuários possam escolher no instante em que fizerem uma ligação de longa distância. A medida vai vigorar para as operadoras das bandas A, B e C da telefonia celular. No caso da banda C, este mecanismo vai ser incluído no processo de licitação das novas operadoras. Já para as companhias em operação, a agência reguladora irá negociar este modelo. Guerreiro assegurou que existem mecanismos que poderão fazer com que as atuais operadoras das bandas A e B concordem com a competição nas ligações feitas pelos assinantes de celular. A solução passa pela permissão para que as empresas tenham uma parcela da faixa 1,8 GHz. Isso permitiria que os clientes atuais tenham as mesmas facilidades a serem oferecidas pelos futuros assinantes da banda C. Os consumidores vão ser beneficiados, pois as outras operadoras poderão aderir a este modelo, disse Guerreiro. LOCAL Renato Guerreiro afirmou que já está decidido que as operadoras terão o código para as ligações telefônicas, mas o serviço neste momento será apenas de caráter local. Com isso, mesmo que uma operadora tenha uma área de ação que englobe mais de uma unidade da Federação, a briga pela menor tarifa só valerá para dentro daquele Estado específico. O roaming (uso do celular em viagem) é apontado como obstáculo para a entrada em operação da nova operadora. Um celular da banda C, quando fora da área de cobertura, não consegue comunicar-se com outro aparelho das outras bandas. O conselheiro José Leite Pereira Filho aposta que a indústria de telecomunicações deverá resolver este problema antes da entrada em funcionamento da operadora. O uso do celular em viagem representa apenas 10% do tráfego.Acho que o mais importante é que a faixa escolhida irá permitir que a população de baixa renda tenha acesso ao serviço. Os usuários querem equipamentos de baixo custo. É isso que vai acontecer no País, disse José Leite Pereira Filho. |
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