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DECISÃO DO COPOM
Fraga assegura estabilidade para política monetária até fim do ano

BRASÍLIA – O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse que a política monetária não enfrentará mais problemas até o fim do ano. A decisão de reduzir as taxas de juros de 18,5% ao ano para 17,5%, tomada pelo Comitê de Política Monetária do BC (Copom), levou em consideração principalmente o controle da inflação. Armínio afirmou que os índices do mês de maio ficaram bem abaixo do que esperava, o que mudou a perspectiva em relação aos juros. Segundo Armínio, o BC já está com os olhos da política monetária voltados para o próximo ano.

Otimista com o crescimento da economia este ano, o presidente do BC acredita que a expansão seja de 3,5% e 4%, embora diga ser difícil acertar um número. Em suas contas, o Brasil já apresenta condições de crescer 6% ao ano a partir de 2001, com a economia entrando num novo ciclo virtuoso: “O que se vê é que não estamos numa bolha. A percepção dos empresários, com quem converso muito, mudou. Antes olhavam para o micro e diziam que estava ruim, embora elogiassem o macro. Agora, afirmam que existem dificuldades no macro, mas, no micro, dizem que sua empresa está melhorando e dando a virada”.

O otimismo sobre o crescimento da economia é explicado por Armínio com uma conta simples: o País apresenta hoje índice de investimento da ordem de 20% do PIB, o que propicia crescimento de 2,5%.

JUROS – Na esteira da decisão do Comitê de Política Monetária de reduzir os juros básicos da economia de 18,5% ao ano para 17,5%, a Caixa Econômica Federal (CEF) deve anunciar na segunda-feira (26) a diminuição das taxas de algumas de suas operações de crédito. “Vamos reduzir os juros de algumas linhas”, disse o diretor de Finanças e Controladoria da CEF”, Valdery Albuquerque.

O diretor antecipou que a redução será nas operações de crédito pessoal e de algumas linhas específicas de cheque especial. “Não fechamos ainda a nova taxa a ser aplicada no crédito pessoal, vamos decidir isto na segunda-feira”, disse Valdery. Os juros nas operações de crédito pessoal parcelado são de 4,90% ao mês, lembrou, taxa que considera bastante competitiva.

Os juros do cheque especial da Caixa, garantidos com recursos aplicados em caderneta de poupança, de acordo com o diretor, cairão de 3% para 2% ao mês. “Levando em conta que a Selic hoje está em 1,3% ao mês, esta é uma taxa bastante competitiva”, comentou.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.06.2000
Sexta-feira