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REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA II Shell elimina escritórios regionais É cada vez mais comum empresas multinacionais ou de grande porte optarem pela filosofia de que o que vale é o cumprimento de metas e não a quantidade de horas trabalhadas. Desde abril, a Shell não tem mais escritórios de vendas físicos em todo o Nordeste. Os resultados foram tão bons que, este mês, as regiões Centro-Oeste e Sul também deixaram de contar com escritórios físicos e, em agosto, será a vez da região Sudeste. A nossa equipe está motivada como há muito tempo não acontecia, garante o gerente geral da Shell no Norte/Nordeste, Luiz Vicente Curti. Ele próprio um usuário da tecnologia e, quando não está visitando os outros Estados, faz o trabalho diretamente do seu apartamento, em Boa Viagem. Assim, pode curtir mais família. A Shell equipou cada um dos 40 vendedores com um notebook Pentium II de 300 MHz, impressora e telefone celular e os mandou para a rua. Agora ficam menores os erros do processo, já que um só funcionário é o responsável por toda a emissão de pedido, afirma Curti. O processo é feito através da Internet. Antes de sair de casa, o vendedor atualiza os dados da sua máquina através de um linha 0800, disponibilizada pela Shell, e já sai com o perfil dos clientes que vai visitar. Dois softwares permitem o acesso a informações de estoque ou gerenciamento de preços, e emissão de notas fiscais e boletos de pedido tudo online. Mas a virtualização dos escritórios tradicionais pode ser uma faca de dois gumes a cobrança em cima do funcionário passa a ser muito maior. Como eles passam a trabalhar no local e na hora que quiserem, é preciso muita auto-disciplina, diz Curti. Para os workaholics, o escritório virtual pode ser um perigo. Nos primeiro dias de implantação do sistema da Shell, por exemplo, alguns vendedores ficaram trabalhando até a 1h. Como estavam em casa, eles perderam a noção do tempo, conta o gerente regional. |
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