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DOIS TOQUES
Lula Carlos

Dose pra Leão

Eu sabia tanto disso. E ninguém precisava ser adivinho para acertar no Sport pentacampeão. O melhor time, os melhores jogadores, a estrutura do clube, os dirigentes, e finalmente a garra da torcida leonina. Fazer o quê? Palmas pra eles, que eles merecem. Foram soberanos no campeonato, absolutos em dois turnos, e perderam um no cochilo.

Ganhou tudo, só não ganhou dinheiro por conta de um campeonato confuso. Mas hoje não é dia de falar do que saiu errado, mas daquilo que deu certo. O Sport deu certo e, com todos os méritos, é pentacampeão. O torcedor rubro-negro pode festejar e até exagerar. Encher a cara, se quiser. Depois do forró de futebol, a farra.

O Sport acertou na quina e agora vai atrás da sena. O time é outro, mudou de cara, e nem parece que por ali passou um tal de Celso Roth, o mais incompetente treinador que habitou a ilha do Retiro. Leão fez a plástica, mudando a fisionomia da equipe. Aquele aspecto triste e feio deu lugar a um futebol alegre e bonito.

O meu abraço para Bivar, Homero, Branquinho, Fernando Lima, Luciano Monte e especialmente paara Wanderson, único dirigente pentacampeão autêntico. Onze anos de dirigente e dez títulos conquistados: 81, 82, 91, 92, 94, 96, 97, 98, 99 e 2000. Vamos aplaudí-lo de pé, porque sentado ninguém consegue vê-lo, baixinho que ele é. Mas um grande rubro-negro.

Do outro lado, nas gerais e nas arquibancadas, é imensa a legião dos pentacampeões. Aqueles que gritam, que sofrem e que torcem. Eles, que formam a nação rubro-negra. Dizem que são todos doentes, e daí? Não conheço ninguém sadio metido no futebol, que maltrata os nervos da gente e faz bater mais forte o coração. A dose é pra leão.

lulac@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 23.06.2000
Sexta-feira