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OPOSIÇÃO
Wilson reage à “campanha morna” de Magalhães

O senador licenciado e candidato a prefeito do Recife, Carlos Wilson (PPS), acusou ontem o prefeito Roberto Magalhães – candidato à reeleição da aliança PFL/PMDB – de “fugir de debate”, por não ter como “explicar a sua má gestão”, e de querer uma campanha “morna”, por temer ser questionado e “não ter o que mostrar à população pobre”. Carlos Wilson lamentou a decisão do juiz-corregedor do TRE, Bartolomeu Bueno, que determinou a retirada dos 50 outdoors do PPS espalhados pela cidade, ao considerar que eles fazem propaganda eleitoral fora da data legal (a partir de 6 de julho).

A decisão do juiz foi tomada depois de uma representação do PFL, impetrata pelo advogado do partido e filho do prefeito, Carlos André Magalhães. O senador – que recebeu ontem a notificação – foi homologado candidato no último domingo, pela coligação PPS/PTB. Carlos Wilson afirmou que fará campanha nas ruas, distribuindo panfleto “casa por casa”, mas, que não deixará Roberto Magalhães passar uma campanha “morna”, como deseja. “Essa ação do PFL demonstra a fragilidade de Magalhães. Ele se sente ameaçado por um simples outdoor”, ironizou.

A peça de propaganda do PPS, explicada como de convocação para a convenção realizada pelo partido, inclui a frase “O Recife vai voltar a sorri...”, com uma foto de Carlos Wilson ao lado. O senador destaca que o PPS nunca foi à Justiça para retirar a propaganda oficial, “paga com dinheiro do povo”, do prefeito Roberto Magalhães. “Ele fala que comprou cem mil lâmpadas, mas, nos bairros mais pobres, o povo reclama de escuridão; nos postos de saúde, as filas são intermináveis e há até venda de vaga; ele criou o imposto tapa-buraco, e bastou chover que o asfalto ‘sonrisal’ desapareceu”, atacou Wilson.

O senador disse ainda que não vai procurar o apoio do deputado João Braga (PSDB) enquanto ele tiver chances de se viabilizar como candidato, e elogiou a postura do tucano de lutar por sua postulação.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.06.2000
Sexta-feira