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ARTES PLÁSTICAS II
Situação do País entristece o ator que adora o riso

Além do fato de, em 2001, não estar no palco do maior teatro ao ar livre do mundo, existe outro assunto que anda entristecendo o ator: a situação social do País. Falabella não se conforma com a cegueira dos governantes e até mesmo do povo com a realidade nacional. “Como artista e cidadão, estou cada vez mais perplexo com o que vejo nas ruas. Um País sem governo, sem solidariedade, incapaz de acreditar em si próprio”, sentencia.

Uma das facetas deste tipo de preocupação do ator Falabella já se faz presente na nova produção do autor Falabella. “Estou escrevendo uma peça que vai tratar disso tudo. Desse desmantelo, dessa sociedade em ruínas. Vai se chamar Capitanias Hereditárias”, revela. Quando fala do processo de criação desta nova obra, ele não consegue esconder a angústia com o seu papel diante do caos social brasileiro. “Vivo num momento de grande ebulição crítica e criativa. Um momento de mudança de rota. Porém, não sei se serei capaz de escrever outras comédias”, afirma.

Quando questionado sobre a possibilidade de uma reviravolta total no seu estilo, ele se mostra indeciso. “Não sei como essas questões todas vão se processar na minha cabeça. A única certeza que tenho é que alguma coisa tem de ser feita. É doloroso ver o nosso País desse jeito, usado, roubado. Não consigo ser feliz assim”, desabafa.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.08.2000
Quarta-feira