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ENCHENTES II Prefeituras aguardam ajuda do Estado para recuperação Relatórios, projetos, recursos e repasse de verbas são algumas das palavras e expressões mais em voga no vocabulário dos prefeitos das cidades que terão de ser reconstruídas após o temporal ocorrido no início de agosto. Muitas prefeituras ainda estão às voltas com levantamentos mais específicos sobre os danos causados pelas águas e algumas aguardam a iniciativa estadual para dar início à recuperação dos municípios. Depois da situação de catástrofe que enfrentamos, ficou o grande trabalho de reconstrução das cidades atingidas. Após as ações emergenciais, com o fornecimento de cestas básicas e entrega de colchões e medicamentos, nossa maior preocupação é com a moradia para as pessoas vitimadas pelas chuvas, afirmou o prefeito de Belém de Maria, Rolph Casalle. Temos 622 casas destruídas total ou parcialmente e a população se encontra desabrigada, sem ter onde morar. O povo está sem nenhum tipo de renda ou trabalho. Somente cadastradas para o recebimento de cestas básicas, já são 2,1 mil famílias, apontou Casalle. Também atingida pelo temporal, Barreiros tem hoje mil desabrigados. A iniciativa, por parte de Jarbas Vasconcelos, de chamar os prefeitos e apresentar a Agenda da Reconstrução é válida e espero que ele consiga mais recursos para a próxima etapa, falou João Marcolino Gomes, conhecido como João Baleia. Dependemos completamente das ações do governo para a recuperação da cidade, já que as perdas foram imensas e os recursos são poucos. De acordo com o prefeito de Catende, o momento é de mobilização. Acreditamos que a reconstrução da cidade vá demorar cerca de seis meses. O município ficou bastante destruído e devemos realizar, com urgência, ações de infra-estrutura, como o desentupimento de galerias e a construção de casas populares. Temos que seguir adiante e prosseguir no reerguimento da cidade, disse o prefeito Otacílio Cordeiro. O único laboratório que atendia a cidade, por exemplo, foi completamente destruído e precisamos de recursos para recuperá-lo. Temos ainda cerca de 860 pessoas desalojadas, outras 2,4 mil desabrigadas e dois mil alunos sem aula por não termos onde colocar o pessoal vitimado pela chuva, destacou. |
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