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OPERAÇÃO II Acusados negam participação Dos acusados presos na operação policial, apenas Andréia de Souza e Cefas Gomes Marinho concordaram em falar sobre a quadrilha. Ambos contestam a polícia. A noiva do líder morto na operação diz não saber de nada sobre o bando. Já Cefas afirma ter sido obrigado a colaborar. Se não fizéssemos nada, Jean nos mataria. JORNAL DO COMMERCIO - A polícia suspeita que você, Andréia, seria informante do grupo, junto com outra garota, Fernanda. E que, você, Cefas, seria responsável por alugar casa que serviriam de suporte para a quadrilha. Qual a verdadeira participação de vocês? ANDRÉIA - Nenhuma. Eu jamais soube que o Jean (noivo dela, morto durante a perseguição) tivesse qualquer envolvimento com crimes. Nós estamos juntos há quatro meses e eu o conheço desde criança, pois nascemos em Triunfo. Estávamos viajando muito pelo Brasil. Fomos a São Paulo, Rio, Brasília. Mas em lua-de-mel e não para facilitar assaltos. Ele me disse que trabalhava vendendo carros. CEFAS - Eu também conheço Jean desde criança. Ele me ligou de São Paulo pedindo que alugasse uma casa em Campina Grande para que, juntos, montássemos uma concessionária de automóveis. Ele entraria com o dinheiro e eu com a administração do negócio. Na quinta-feira passada, ele me pediu para hospedar as duas meninas na minha casa, em Serra Talhada, e disse que iríamos assaltar a Nordeste de Campina Grande. Disse que não toparia, mas ele me ameaçou. Falou que mataria a mim e ao meu irmão se eu não ajudasse. JC - Por que você não o denunciou à polícia? CEFAS - Jean era uma pessoas muito agressiva. Não dava para fazer isso, pois assim que eu voltasse da delegacia, acabaria sendo morto. JC - E sobre a participação dos outros dois? ANDRÉIA - Eu conheci Fernanda um dia antes de Jean ser morto, quando ela foi hospedada na casa de Cefas. Fernanda foi apresentada como noiva de Haroldo (fugitivo apontado como membro da quadrilha), que seria um amigo com quem ele iria tratar sobre trabalho em Campina Grande. Eu pedi para ir junto à Paraíba, mas ele disse que não e pronto. Quando voltasse, nós iríamos viajar. CEFAS - Meu irmão (Cefanes) foi preso apenas por ter ido acompanhar Andréia ao hospital de Custódia, no momento em que ela foi reconhecer o corpo de Jean. Ele foi envolvido à toa e nós não conhecemos os outros acusados. |
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