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CONTAS PÚBLICAS IV
Adesão na educação e saúde foi de 85%

A greve dos servidores públicos teve adesão de 85% nos setores da educação e saúde. As emergências dos principais hospitais de Pernambuco funcionaram parcialmente e, nas escolas, as aulas foram suspensas.

No Hospital da Restauração (HR), apenas os serviços emergenciais foram mantidos. Muitos pacientes que procuraram o ambulatório para marcar consultas, ou realizar exames, voltaram para casa sem atendimento. “Trouxe minha filha para um oftalmologista, mas não havia médico para atendê-la. Agora terei de voltar na próxima semana”, queixou-se a doméstica Eliane Francisco da Silva, que viajou da cidade de Paudalho para o Recife.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde), Sandro Gomes, a paralisação da categoria teve uma adesão média de 85% de todo o funcionalismo da saúde. Mas, chegou a 100% no Hospital Otávio Freitas (HOF). A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou a paralisação no HOF e HR, mas informou que no Getúlio Vargas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães e Geral de Areias o atendimento ocorreu normalmente.

Na educação é que os rastros da greve ficaram mais evidentes. Com a suspensão do expediente, mais de 940 mil alunos da rede pública de ensino ficaram sem aulas. Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe), Tereza Leitão, nenhuma das 1054 escolas do Estado abriu suas portas. “Tivemos adesão superior a 85% porque apenas os funcionários da secretaria continuaram trabalhando”, explicou.

De acordo com ela, os professores devem se reunir no dia 31 de agosto para apresentar uma rodada de propostas para a categoria. No dia 5 de setembro, os docentes vão realizar uma assembléia para definir o futuro da categoria, como a deflagração ou não da greve por tempo indeterminado.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.08.2000
Quarta-feira