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CONCEITO
As armas contra o estresse estão no próprio corpo

por Virginia Honse
Agência Globo

Uma nova ginástica, com movimentos suaves, alongamento e longos suspiros e bocejos, pode ser uma arma valiosa no combate ao estresse. Professora de letras e atriz, a carioca Maria Helena Imbassaí colheu na fonte segura do método de consciência do movimento criado por Angel Vianna a inspiração para a adaptação de uma nova técnica, a ginástica antiestresse (GAE), que aposta até no alongamento da língua. “Trabalho com Angel Vianna há 20 anos e observei que seu método é muito eficiente para a eliminação do estresse. A GAE é fundamentada no método de Angel, mas tem a minha contribuição”.

Maria Helena lembra que a condição de bípede obriga o homem a esforços penosos e a contendas perenes com a força da gravidade. Aliada a isso, a vida urbana, agitada e violenta, vai criando nós e contrações na musculatura das pessoas. Desfazer estes nós a partir da consciência corporal, respeitando os próprios limites, é o segredo da nova técnica.

“O trabalho em sala é dividido em três partes. Primeiro, os alunos alongam, bocejam e relaxam. Depois, trabalham os segmentos musculares em micromovimentos. Por fim, usam o espaço com música, jogos e brincadeiras. Cada um do seu jeito, sem coreografias, sem performances e entre longos suspiros”, diz Maria Helena.

BRINCADEIRA – A psicóloga Carla Maia desenvolve, no Playgym, um método criado para desestressar menores de 4 anos. “A criança trabalha com o responsável. Pode ser pai, mãe, avós ou até a babá. O objetivo é que, a partir do trabalho aqui, a dupla vá construindo, em casa, um ambiente menos estressante. O método tem sua base na psicomotricidade e é voltado para crianças de 4 meses a 4 anos”, diz.

Como na GAE, os movimentos na técnica desenvolvida por Carla são diferentes dos de uma mera aula de ginástica. “Aqui, tudo gira em torno da brincadeira. Brincamos de roda, de passar por dentro do pneu, de pular e de dar as mãos. Na psicologia, isso é clássico: a terapia infantil é baseada em brincadeiras”.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.08.2000
Domingo