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XML O X DA INTERNET Mais flexível, a linguagem XML garante uma maior eficácia na troca de dados
por Manuela Allain Sabe aqueles códigos confusos de HTML que até hoje você não conseguiu memorizar para atualizar ou incrementar a homepage? Acelere o passo e prepare-se para aprender uma nova linguagem, complementar à HTML, que poderá facilitar muito a sua vida como programador. A bola da vez em tecnologia para Internet é muito mais flexível e começa a provocar uma revolução na Web. As aplicações em XML, sigla de Extensible Markup Language, agilizam a troca de informações em sites de busca, comércio eletrônico e mostram o caminho para o acesso remoto à Rede, através de celulares e palmtops, por exemplo. A tecnologia é recente e, para dar uma idéia, só agora os seus desenvolvedores liberaram a segunda versão de XML 1.0 para download. A principal diferença entre essas duas linguagens de marcação (ou markup languages, em inglês) é que a HTML tem um número predefinidos de códigos (tags), enquanto no XML os códigos são ilimitados. E o melhor: podem ser criados pelo usuário como ele achar mais conveniente ou fácil de entender. Por exemplo, na construção de um documento XML para um shopping virtual, as referências de preço podem ser representadas pelo nome preço intercalado por sinais de menor que e maior que. Ou então, em um hospital virtual ou site de um laboratório médico com entrega em domicílio, os documentos XML podem trazer tags com palavras como medicamento, temperatura, dosagem, exame, resultado. Afinal, não é todo mundo que tem a obrigação de entender que a letra B intercalada com sinais de maior que e menor que é o código para texto em negrito, baseado na palavra inglesa bold. Pelo menos assim, a sopa de letrinhas da Web começa a fazer sentido para os programadores que estão começando a se aventurar na área e ainda quebra a dependência de idiomas estrangeiros. Para quem navega, é claro que os códigos não ficam necessariamente visíveis mas podem ser vistos se esse for o objetivo. Os tags de XML são rapidamente interpretados pelos browsers e o trânsito de informações entre a empresa pontocom e o usuário passa a ser mais objetivo. Não é à toa que a tecnologia vem sendo estudada por empresas como a Microsoft. A empresa de Bill Gates foi uma das primeiras a incentivar a adoção do XML como linguagem dos negócios, tendo participado inclusive do desenvolvimento da plataforma XML. Todas as versões do Windows 2000 e do Internet Explorer 5.0 trabalham (leitura e criação de tags) com a tecnologia. E os investimentos da Microsoft na linguagem não param por aí. A multinacional é uma das principais integrantes do grupo que faz o projeto BizTalk (trocadilho com Conversa de Negócios, em português), usando protocolos e padrões de Internet para criar soluções de interação para outras pontocom. Apesar das diferenças, XML e HTML são ferramentas complementares. Uma está para a transmissão dos dados assim como a outra está para a visualização do conteúdo. O principal uso do XML é a integração entre aplicações heterogêneas. Quando se fala em ambiente B2B (negócios entre duas empresas), nos deparamos com ambientes tecnológicos distintos e aplicações de arquiteturas diferentes. Através de XML, é permitida a integração de ponta a ponta na cadeia cliente-fornecedor, afirma Cláudia Ferris, gerente de tecnologia da Microsoft no Brasil. Outra empresa que trabalha com XML para organizar e transmitir dados na Internet é o buscador Radix, desenvolvido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e parceiro do JC OnLine. Quando um internauta entra no site do JC e resolve pesquisar um tema por palavra, os softwares do jornal e do buscador começam a se comunicar, através do envio de documentos XML que varrem o conteúdo de todas as edições publicadas do Jornal do Commercio na Internet, até dar os resultados esperados. Escolhemos XML por ser um padrão aberto. Isso nos possibilita, por exemplo, a conversa entre vários engenhos de busca (o Radix com um outro qualquer), pois eles entendem XML e não os detalhes específicos de cada buscador, conta Marcelo Rômulo Fernandes, engenheiro de software do Radix. Em outras áreas, como a de telecomunicações, a linguagem XML também serve como base para a construção de outras linguagens. É o caso da Wireless Markup Language (WML), utilizada na tecnologia WAP, que permite o acesso à Internet pelo celular. SERVIÇO http://msdn.microsoft.com/xml Sites que desvendam a linguagem
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