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XML
XML chega agora à sua segunda versão

Desenvolvida há quatro anos, a tecnologia XML começa a ser incrementada à medida que sua aplicação se populariza na Internet.

Somente na semana passada os especialistas do World Wide Web Consortium (W3C), entidade responsável pelo desenvolvimento de ferramentas e recursos para a linguagem, liberou a segunda edição da versão 1.0 de XML.

Apesar das diferenças de aplicação, HTML e XML são linguagens irmãs. Ambas foram criadas a partir da Standard Generalized Markup Language, ou simplesmente SGML (mais uma sigla importante para você lembrar!). Autodescritiva, a SGML é considerada como metalinguagem pelos especialistas da área e foi criada há quase 30 anos, com o objetivo de definir outras linguagens ou tipos de documentos.

No princípio dos anos 80, Timothy Berners-Lee, pesquisador do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares de Genebra (Cern), resolveu aplicar a SGML em seu programa de edição de hipertextos.

A idéia era acessar documentos a partir de qualquer lugar da rede de computadores de seu laboratório ou do mundo, usando a Internet e o conceito de Universal Resource Locator (URL) – ou, traduzindo, localizador universal de recursos.

Somando um pouco de criatividade à sua ambição,Berners-Lee inventou o link e, por tabela, o World Wide Web (WWW), com os primeiros documentos para a Internet em HTML.

POPULARIDADE – O uso de HTML ajudou a popularizar a Rede, mas, quando a Web se consolidou e começou a amadurecer comercialmente, algumas empresas iniciaram a procura por formas para dar mais flexibilidade a seus documentos, visando aumentar o potencial de troca de informações na Internet.

Foi em meio a esses mudanças que, há quatro anos, um grupo de especialistas começou a pensar em uma nova derivação da SGML, voltada especificamente para as necessidades da Rede. Entra em cena um novo padrão, o XML.

O grupo de trabalho era formado por 14 companhias e organizações mundiais participantes do World Wide Web Consortium, um mediador entre os grandes fabricantes de browsers, que procura desenvolver um padrão único, acessível a todos os navegadores. Adobe, Xerox, Hewlett-Packard, Microsoft, Netscape, Sun Microsystems, Universidade de Chicago e um expert independente, também muito interessado no desenvolvimento da tecnologia, chamado James Clark, fazem parte do grupo de trabalho que ajuda a desenvolver XML. (M.A.)

SERVIÇO

www.w3.org/TR/2000/WD-xml-2e-20000814

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Jornal do Commercio
Recife - 23.08.2000
Quarta-feira